A turma de Charlie Brown e Snoopy foi criada pelo desenhista Charles Schulz

É difícil imaginar alguém que nunca tenha se divertido com o humor – ainda que melancólico – do garoto de cabeça grande, sempre cheio de preocupações. Ele e seus amigos – um cachorro que às vezes sonha ser escritor, um menino que não desgruda de seu cobertor e uma menina inteligente e mal-humorada, por exemplo – compartilham seus dramas cotidianos através de tirinhas desde outubro de 1950. Trata-se da famosa série Peanuts, classificada por ninguém menos que Humberto Eco como “uma pequena comédia humana” sobre a vida moderna.

O criador da turma de sucesso, Charles Schulz, era ele próprio um garoto que não se dava muito bem na escola, e um tanto recluso, assim como seu personagem Charlie Brown. Individualismo, depressão, sarcasmo e as dificuldades das relações sociais são alguns dos temas recorrentes nos seus trabalhos, que têm como marcas estéticas os traços delicados e minimalistas. É considerado um dos pioneiros a abordar certas questões da sociedade americana do pós-guerra através do gênero do humor, e utilizando personagens infantis.

Foram 17.897 as tirinhas produzidas com lápis de nanquim pelo desenhista americano ao longo de sua vida. Ele não aceitava a intervenção de outros profissionais em seu trabalho: dedicava-se sozinho à sua criação. Em 2000, ano de sua morte, Peanuts era traduzido para 21 idiomas e publicado em 2.600 jornais de 75 países. No Brasil as tirinhas começaram a circular pela editora Ebal em 1962, com adaptação de Ziraldo.

A boa notícia é que podemos aguardar exposição itinerante vinda do museu Charles M. Schulz em terras brasileiras, em comemoração ao aniversário da sexagenária turma. Ainda não está confirmada, mas deve acontecer em São Paulo. Também vão ser lançados produtos comemorativos, que incluem a publicação de todas as tirinhas pela LP&M Pocket até o final do ano que vem e o relançamento pela Warner das animações que foram realizadas a partir de 1969.

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