Do Rio de Janeiro

O poder da tecnologia 3D (Crédito: Sony/Divulgação)

O Nonada começou a acompanhar hoje o Brasil Games Show, a feira que está acontecendo no Centro de Convenções Sul America no Rio de Janeiro. Segundo a organização, os 15 mil ingressos disponíveis já foram vendidos. Isso significa uma montanha de gente se acumulando pelo espaço totalmente ocupado do Pavimento Térreo. A primeira coisa que você aprende ao adentrar no Brasil Game Show é que você vai ter que esperar. Para fazer qualquer coisa, basicamente. A espera para a compra da água, a espera nas filas para experimentar os inúmeros jogos disponíveis para Wii, Xbox 360, Playstation 3, PC.

Logo na entrada da Feira, há um pequeno túnel do tempo, com a maioria dos consoles já criados. Serve mais para curiosidade, uma vez que não há nenhuma maior informação junto ao videogame. Resolvi ficar na fila de espera para testar jogos do PS3 em 3D. O primeiro que joguei foi também o primeiro jogo em 3D para o console, Super  StarDust. Totalmente em português o jogo já é velho, na realidade, seu lançamento foi em 2008, mas renovado pela tecnologia de imersão se tem uma nova visão do game. Realmente os efeitos por vezes parecem escapar das telas, a cor, principalmente fica mais viva. Mas nada demais. Talvez por ser um jogo simples e frenético, um shooter espacial diferente, os efeitos 3D não fiquem assim tão impressionantes. Mais divertido foi  Wipeout, uma corrida futurística. Apesar de só os carros serem obviamente modelados em 3D, o jogo mexe bem com a imersão. Os circuitos poderiam ter mais profundidade. Mas fazer o que,  guiar o maldito carrinho freneticamente por lá e cá é muito divertido.

Não dá para saber se o 3D surtou algum contra-efeito em mim já que não joguei o tempo suficiente. Há relatos de pessoas que jogaram mais de duas horas seguidas (há um aviso que o jogador tem que pausar de 10 a 15 min depois de uma hora de jogatina) e sofreram de dor de cabeça, ou não conseguiram ler textos direitos no computador, por causa de um suposto “desfocamento” da visão.

É complicado falar se realmente vale a pena comprar uma televisão 3D agora. É certo que o futuro dos videogames passa por essa tecnologia, contudo, os jogos 2D em plataforma ainda reinarão por muito tempo. O visual 3D é impressionante, mas, talvez mais impressionante também seja o quanto você embolsaria nele…

Quanto ao PSMove esse foi uma grata surpresa. Joguei o tênis de mesa do jogo Sports Champions, estava afoito para comparar o controle com o Wiimote do Nintendo Wii. E, com certeza, o do PS3 ganha no quesito precisão, a raquete respondia a cada movimento da mão. Virando para baixo, para os lados, sendo possível colocar efeitos na bola. Coisa que é difícil no Wii sem o Motion Plus. Aliás, o Move aprendeu com a Nintendo, afinal esse negócio de movimento em jogos foi ela que criou, não é, verdade?

Ainda não consegui colocar as minhas mãos (?) no Kinect, mas amanhã é um novo dia e provavelmente isso pode acontecer. Só agüentar mais filas!

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Jornalista, mestrando em Comunicação na Ufrgs e Editor-Fundador do Nonada – Jornalismo Travessia. Acredita nas palavras e nas pessoas. Twitter: @rafaelgloria

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