Miró representou a Suécia, entre outros países (Crédito: Antic & Modern/Divulgação)
Miró representou a Suécia, entre outros países (Crédito: Antic & Modern/Divulgação)

Em 2005, Porto Alegre recebeu a exposição de um dos mais conhecidos artistas do surrealismo. “Mirabolante Miró” foi o nome da mostra que aconteceu no Santander Cultural, e que portou no próprio título uma das características mais marcantes do pintor, escultor e gravador catalão Joan Miró (1893 – 1983). Até 14 de fevereiro, outra faceta da obra do artista pode ser conhecida na capital gaúcha: a exposição “Miró escultor”, em cartaz no Café do Porto (Padre Chagas, 293 – Porto Alegre), apresenta sete litogravuras feitas em 1974, em Barcelona.

As imagens representam sete países de sete idiomas diferentes, aos quais Miró quis prestar homenagem: Pérsia, Portugal, Itália, Japão, Suécia, Dinamarca e Inglaterra. Estes são lugares em que o artista viveu por certo período. Algus críticos dizem que a série é também uma forma de protesto em relação ao tempo de exílio do artista espanhol. Ele teria mostrado, então, a influência de outras nações em sua obra.

As litogravuras podem ser adquiridas pelos preços de R$ 2,5 mil (sem moldura) e R$ 3 mil (com moldura). Cada uma mede 39,3 cm x 20 cm. A exposição é fruto de uma parceria do Café do Porto com a Galeria Antic & Modern, de Barcelona, especializada em obras gráficas. O interessante é que esta galeria foi fundada em 2009 por um brasileiro, Ricardo Zielinsky. O intercâmbio de obras de arte entre Brasil e Espanha é um dos focos da Antic & Modern, e esta é a primeira vez que ela traz obras originais para cá. A entrada é franca.

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