TEXTO Hiro Okido

IMAGENS Fifa 2011 (EA) e PES 2011 (Konami)

A clássica disputa entre os dois jogos mais famosos de futebol atraem novamente os holofotes dos gamers mais fissurados pelo universo do esporte mais conhecido no mundo. Não há dúvidas de que estamos falando do duelo entre Pro Evolution Soccer 2011 e FIFA 2011. A constante troca da supremacia entre PES e FIFA possui décadas de história, sendo que o PES era imbatível até o surgimento do PlayStation 3 e do Xbox 360. Foi então que o FIFA simplesmente revolucionou apresentando uma nova proposta de futebol para o mundo virtual.

É inegável que ambos conseguiram cumprir a meta de tornar mais competitivo o jogo, tanto no modo multiplayer como também nos torneios contra a IA (inteligência artificial). Até pelas possibilidades oferecidas pelos novos consoles, como o melhoramento dos gráficos, das novas interatividades e a gama de movimentação e dribles especiais de determinados atletas.  A grande diferença entre os jogos está na jogabilidade.

Nesse meio futebolístico virtual, existe uma forte relação de confiança, quase um casamento, de um gamer com o seu jogo, isto é, dividem-se entre os jogadores assíduos de FIFA e os viciados de PES. Dificilmente os gamers de PES gostam de FIFA e vice-versa. Mas, devo dizer como viciado em PES, que FIFA me surpreendeu muito com sua nova proposta de futebol.

FIFA 2011

As novas propostas apresentadas pelo FIFA 2009 deixaram os gamers de futebol  deslumbrados. A perfeição entre a relação do tempo da bola com movimento de cada  parte do corpo do jogador favoreceu para criar a perfeita conexão entre os  movimentos do atleta no jogo, a relação atleta-bola-gramado estão intimamente  ligados. Isso proporciona a cada atleta em campo uma singularidade nos movimentos.

Os esquemas táticos do FIFA são um dos elementos fundamentais para levar a uma  conquista em cada jogo. Obviamente, isso não impede do gamer encontrar o seu estilo  de jogo e possuir uma tática pré-moldada que o faz vencer todos os jogos, porém as  disputas táticas estão cada vez mais exploradas pela IA do jogo.

Isso significa que, basicamente, se o gamer inventar de alterar algum esquema tático durante uma partida, ou antes mesmo de começar uma, pode ser desfavorecido com jogadores que não são habituados com o seu posicionamento em campo, deixando espaços aberto que certamente serão explorados pelo IA.

Como a individualidade é um fator valorizado, essa série manteve (e provavelmente manterá) os dotes físicos de cada atleta em campo, isso significa que numa disputa corpo-a-corpo entre um jogador de maior porte físico contra um de menor levará vantagem. Mesmo um “driblador”, a vantagem dele está na facilidade do movimento, mas não numa disputa de corpo. Inclusive, jogadores cansados diminuem na sua competência técnica em campo.

Os esquemas táticos são inteligentes e complexos, algumas vezes podem fazer a diferença em uma partida. Porém, dá para disputar uma excelente partida sem se preocupar com tais esquemas.

O jogo, de uma maneira geral, agrada (e muito). Uma série que encontrou um caminho, surpreendeu e ainda mantém o alto nível de competitividade nas partidas. Movimentos bonitos, dribles bem realizados com cada parte do corpo do atleta influenciando na movimentação da bola, um jogo dinâmico e disputado, esquemas inteligentes, alguns atributos que continuam dando ao FIFA a nova emoção conquistada pela franquia numa partida de futebol virtual.

PRO EVOLUTION SOCCER 2011

Acompanho a série desde os momentos áureos do Playstation One, quando esse jogo ainda era mais conhecido como WINNING ELEVEN e rendia disputas maravilhosas entre os amigos numa tarde chuvosa, com direito a muitos gritos pelos dribles (clássico quadrado + X, o corte para driblar o goleiro), além da emoção de ouvir o Jon Kabira gritando “Gordo gordo gordo gordo gordo GOOOOR GORDO GOOOR” (era o que eu escutava dos “gol gol gol gol goool” dele). Esses fatores, além de outros, fizeram desse jogo o mais revolucionário dos jogos de futebol virtual. Não vou negar, foi a partir daí que meu interesse pelo futebol real aumentou.

O WINNING ELEVEN (PES, mais conhecido posteriormente, pelos europeus e norte-americanos) se destacou sempre pela simplicidade que apresenta: não há muita complicação para se iniciar um campeonato, o número de times é limitado, mas a sua grande vantagem está na forma como o jogo apresenta uma partida em campo. Com uma apresentação fenomenal, cada partida de WE (PES) se tornava “a” partida. Pois, naquela época, a revolução na movimentação dos jogadores e sua interação jogador-bola-campo, feita pelos desenvolvedores da Konami, eram os mais realistas.

Essa vantagem seguiu até o console PlayStation 2, onde ainda se considerava PES uma imbatível recriação de  de uma partida de futebol virtual. Nos novos consoles, entretanto, PES acabou encontrando um grande desafio: superar FIFA. E essa busca está sendo feita desde o PES 2009. Quando A Konami viu que não haveria tranqüilidade com o novo estilo de jogo proposto pela EA Games.

O PES 2011 está, graficamente, muito bonito. Não encontro dúvidas que o design do jogo é muito superior aos do FIFA. Traços bem desenhados, imagens de movimentos realistas, dribles trabalhados. Porém, as movimentações dos atletas em campo deixam a desejar: algumas vezes estão “truncadas”, outras vezes não respondendo a alguns comandos. Ficou evidente que nesse novo jogo, cada atleta possui uma característica que o individualiza bastante em campo. Logo, não é porque um jogador é rápido que poderemos colocar ele em qualquer posição; elas precisam ser analisadas para que o jogador dê o seu melhor.

Os esquemas táticos são importantíssimos em cada partida, no PES podemos sentir que cada jogada ensaiada pode definir uma partida. Jogadores cansados: esse é um dos pontos mais interessantes – eles ficam inúteis, erram passes, não driblam direito, chutam mal, correm menos. Não há como exigir a força extra ou o “sangue pelo time” do atleta. Se ele está cansado, o substitua imediatamente! Uma constatação simples, porém que faz muita diferença nessa nova série.

O jogo ainda possui um problema clássico: a da troca sobre o controle de um atleta para outro, em momentos que eles estão próximos (sim, sei que podemos desativar esse tipo de recurso), porém, na maioria das vezes isso cria muitas chances para o adversário em momentos críticos de uma partida.

Infelizmente, o jogo apresenta bugs irritantes como: goleiros que saem de maneira totalmente errada numa disputa tranquila de bola contra um atacante, “frangos” esquisitos, defensores que parecem desistir de marcar o adversário – a marcação “cerrada” sobre o adversário, algumas vezes, parece nos ser impossibilitado, facilitando a movimentação do atleta adversário. São alguns dos problemas encontrados no jogo.

Como fã assumido da série diria que, mesmo assim, gostei do jogo. De certa maneira, ela nos agrada, ainda possui a magia que sempre teve. Possibilita disputas acirradas entre amigos e on-line, além de ter uma IA bastante competitiva.

Assim como FIFA, PES é um clássico. Diria que está em busca de um aperfeiçoamento para retomar o trono invicto dos jogos de futebol virtual como antes. Até para isso, na produção do jogo, os produtores da Konami pediam opiniões aos diversos fãs de PES sobre quais melhorias eles estavam querendo. Uma equipe preocupada com os assíduos fãs de PES, portanto não podemos duvidar que não irá surgir algo absurdamente fantástico em algum momento. Só esperamos que seja no próximo jogo da série, pois o PES 2011 ainda não foi o ideal.

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2 comentários sobre “Não foi dessa vez PES…

  1. Sim, tem como desativar essa função, Wallace. Porém, ela é uma função que, em termos, facilitaria o comando de troca. Mas para modificar essa função vá na na “configuração de comandos” que aparece nas opções ou antes de iniciar o jogo, na janela de escolhas de comando (na janela onde aparecem os controles para escolher qual lado você jogará).
    Quanto à alteração do esquema tático, você pode utilizar os comandos de “estratégias” que existe no plano de jogo. Porém, toda essa configuração deverá ser criado por você e salvo, para então poder selecioná-la.

  2. vc mencionou a troca sobre o controle de um atleta para o outro, como desativo essa função?
    tem como eu alterar o esquema tático do time sem precisar ir em plano de jogo?
    grato

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