Poeta pode ter sido alvo da ditadura chilena. (Crédito: Arquivo)

O Partido Comunista do Chile acredita que Neruda pode ter sido assassinado e não ter morrido por causa do câncer de próstata, como diz a versão oficial. Foi encaminhado um pedido de investigações, já aprovada pelo juiz chileno Mario Carroza.

A denúncia se baseia no testemunho do ex-motorista e secretário particular do poeta, Manuel Araya, de 65 anos. Segundo ele, Neruda pode ter sido envenenado enquanto estava internado na clínica particular Santa Maria de Santiago, na capital chilena. Ele diz que viu o poeta receber uma injeção suspeita e que em poucas horas o estado de saúde do poeta piorou. Para Araya, o governo Pinochet pretendia exilar Neruda no México. A versão foi contestada pela Fundação Pablo Neruda, que administra a obra do poeta.

Essa hipótese é apoiada pelo ex-embaixador do México no Chile Gonzalo Martinez. O diplomata esteve com Neruda poucos dias antes de sua morte e conversou com ele sobre seu asilo na capital mexicana. Segundo Martinez, Neruda estava doente, mas não em um estado terminal, como alegou a equipe médica da clínica.

O corpo de Salvador Allende foi exumado no último dia 23 por ordem de Carroza, que investiga as acusações de que o ex-presidente não se suicidou, mas foi assassinado por militares. Para o promotor público Eduardo Contreras, essas investigações sobre as mortes do ex-presidente e do poeta mostram “vontade de tentar chegar mais perto da verdade”.

Pablo Neruda lançou mais de 30 obras ao longo de sua vida e ganhou um prêmio Nobel de Literatura em 1971. É considerado um dos maiores poetas da América Latina de todos os tempos.

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Jornalista, mestrando em Comunicação na Ufrgs e Editor-Fundador do Nonada - Jornalismo Travessia. Acredita nas palavras e nas pessoas. Twitter: @rafaelgloria
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