Já se vão cinco décadas do começo da construção pela República Democrática Alemã (Alemanha Oriental) do famoso Muro de Berlim, que dividia a cidade, circundando toda a parte ocidental, separando-a da Alemanha Oriental. O muro – mais do que apenas dividir a cidade, simbolizava a divisão do mundo em dois blocos: Os países capitalistas encabeçados pelos Estados Unidos e os países socialistas simpatizantes do regime soviético.

50 anos atrás começava-se a construir o muro de Berlim (Crédito: arquivo histórico)

Em memória desse marco, a Alemanha preparou uma cerimônia que começou com a leitura dos nomes de 136 berlinenses que morreram tentando cruzar o muro. O presidente alemão, Christian Wulff, declarou que o muro é parte da história, e que o país está estabelecido em segurança como uma nação unificada.

A construção da barreira remete aos primeiros anos da Guerra Fria, quando Berlim Ocidental era o caminho escolhido por milhares de berlinenses orientais para fugir rumo à democracia do oeste. Pelas três décadas seguintes, Berlim se tornou um ponto de ebulição da Guerra Fria. E, apesar de a barreira ter sido derrubada em 1989, é considerada até hoje um símbolo de divisões econômicas na Alemanha.

Construído na madrugada de 13 de Agosto de 1961, dele faziam parte 66,5 km de gradeamento metálico, 302 torres de observação, 127 redes metálicas eletrificadas com alarme e 255 pistas de corrida para ferozes cães de guarda. A divisão acabou em 9 de novembro de 1989, após a Alemanha Oriental abrir o Muro de Berlim diante da pressão de vários manifestantes e do início da abertura política da União Soviética conduzida pelo então líder Mikhail Gorbachev.

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Jornalista, mestrando em Comunicação na Ufrgs e Editor-Fundador do Nonada - Jornalismo Travessia. Acredita nas palavras e nas pessoas. Twitter: @rafaelgloria
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Um comentário sobre “Há 50 anos começava a ser construído o muro que dividiu o mundo”

  1. Ainda hoje peguei meu diário de viagem e as últimas palavras sobre Berlim foram:
    “A história de conflitos da cidade é como uma grande ferida já cicatrizada, mas que está lá visível a todos e muitas vezes ainda dói só de olhar.”

    Uma pena que, depois de 22 anos, muitos berlinenses ainda não acreditem na queda.

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