Artista costumava usar símbolos gráficos em suas obras, como nesta da série "Objetos Gráficos", de 1972 (Crédito: Divulgação/Coleção Clara Sancovsky)

Mira Schendel, um dos mais expressivos nomes da arte contemporânea brasileira, ganhará uma grande exposição internacional no próximo ano. A Tate Modern de Londres alojará em seu espaço 250 telas, gravuras e esculturas da artista – algumas delas nunca antes expostas – entre os dias 26 de setembro de 2013 e 19 de janeiro de 2014. Após este período, a seleção será exibida em São Paulo. 

Nascida em 1919 em Zurique (Suíça), Schendel radicou-se no Brasil no final da Segunda Guerra Mundial, tendo chegado no país em 1949. De família judaica, ela sofreu devido à perseguição nazista. Antes da transferência, viveu na Itália, onde estudou artes e filosofia, sem ter concluído os cursos. Foi em nosso país que a artista realizou a sua produção visual, principalmente a partir da participação na Bienal de São Paulo em 1951. Outras oito edições do evento contaram com as suas obras. Morreu de câncer em 1988, em São Paulo.

O público de Porto Alegre deve lembrar da mostra “Alfabeto enfurecido”, apresentada em 2010 na Fundação Iberê Camargo, que continha obras de Mira Schendel e do argentino León Ferrari em diálogo. Exibida originalmente no MoMA (Nova Iorque) em 2009, a exposição enfocou a utilização de letras e símbolos na produção dos artistas, e passou também pelo Museu Reina Sofía de Madrid.

Organizada pela Tate juntamente com equipe da Pinacoteca do Estado de São Paulo, a mostra do ano que vem englobará produções de todos os períodos da trajetória da de Mira Schendel. Ao lado de Lygia Clark e Helio Oiticica, ela é considerada uma das autoras mais produtivas do pós-guerra na América Latina, em termos de Artes Visuais.

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