Lançada originalmente em 1991 para a Bienal de Quadrinhos do Rio de Janeiro, a graphic novel O Coronel está sendo reeditada, em uma nova versão, mais moderna, e disponibilizada online em um blog. Osmarco Valladão e Manoel Magalhães, a dupla de criadores, acreditando que cada nova versão expande as interpretações e aprofunda os conceitos do original, resolveram eles mesmos retrabalharem a história original. Segundo o texto postado no primeiro post do blog, ambos sentiram que havia mais a ser dito na história.

Capa da nova versão de O Coronel, de Osmarco Valladão e Manoel Magalhães

Os próprios autores definem a história como “uma fábula sobre pais e filhos, deveres e opções disfarçada como uma peça quadrinizada de ficção científica militar”. Um soldado recebe uma arma tecnológica que possui em si a consciência artificial do Coronel, um superior na hierarquia militar, e a história se faz no contraste entre a programação assassina da máquina, que, por achar que ainda está acontecendo a guerra para a qual foi criada, ordena o soldado a tomar atitudes violentas, e os valores morais do humano que empunha a arma, independente de sua posição militar. A premissa dessa reedição seria contar o que acontece depois do último quadro da versão anterior e mostrar o verdadeiro objetivo do Coronel.

Osmarco e Manoel também são autores das graphic novels The Long Yesterday (Comic Store) e O Instituto (Aeroplano). Eles já haviam feito uma outra versão da história do Coronel, para o livro Mauricio de Sousa por 50 artistas, em homenagem aos 50 anos de carreira do veterano quadrinista. Nela, o personagem Astronauta assume o lugar do soldado, encontrando a arma com a consciência do Coronel, e um senhor que busca algumas dessas armas que teriam sobrado após o fim da guerra para desativá-las. Os dois ainda planejam um álbum sobre o explorador Percy Fawcett, desaparecido no Brasil em 1925.

Novas páginas da nova versão de O Coronel são disponibilizadas a cada duas semanas pelo blog http://ocoronelhq.blogspot.com.br/.  Leiam!

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