Wolverine deve voltar ao passado para impedir a extinção dos mutantes (Crédito: Divulgação)
Wolverine deve voltar ao passado para impedir a extinção dos mutantes (Crédito: Divulgação)

Em X-Men – Dias de um Futuro Esquecido, chegamos a um novo patamar nas histórias dos mutantes mais famosos dos quadrinhos e do cinema. Reunindo elenco da trilogia antiga, do início dos anos 2000, com a nova “antiga” geração o filme adapta bem a clássica história dos comics e traz alguns dos melhores momentos da franquia. É claro que alguns furos de roteiro na história que conta a trajetória dos mutantes no cinema ocorreriam uma vez que o filme se utiliza da viagem no tempo para também “rebootar” de vez essa trajetória. Mas eles não são tão importantes quando comparados a qualidade de Dias de um Futuro Esquecido, que marca o retorno de Bryan Singer como o diretor.

Acompanhamos um apocalíptico futuro, no qual os mutantes foram praticamente disseminados da Terra, graças aos Sentinelas, espécie de guardas e uma arma de destruição criada pelos humanos para detê-los. Nessa época, somente alguns X-Men continuam vivos, entre eles estão Wolverine, Kitty Pryde, Charles Xavier, Tempestade e Magneto. O filme começa com uma ótima abertura que já apresenta um dos pontos fortes: as ótimas cenas de ação e que também já deixa claro como os Sentinelas são um perigo iminente e incontornável, uma vez que conseguem se adaptar aos poderes de cada mutante. A única esperança dessa trupe reside no passado, mais especificamente em deter um acontecimento que levou os humanos a produzirem os Sentinelas.

Para isso, Wolverine deve ir a década de 70, graças aos poderes de Kitty Pryde, e impedir que Mística assassine o desenvolvedor bélico Bolivar Trask. Ele deve procurar e convencer o professor Charles, que estava em um dos piores momentos da sua vida, e Magneto, preso por um crime que ele diz que não cometeu, a ajudá-lo. Ambientando na maior parte do tempo nos anos setenta, o filme ganha também em ares de reconstituição da época, das vestimentas e do comportamento (há várias referências as drogas, como o LSD).  É interessante notar como os mutantes também estão atentos a acontecimentos históricos, principalmente a revelação sobre certo presidente dos Estados Unidos que foi assassinado…

Mercúrio é responsável por uma das melhores cenas do filme
Mercúrio é responsável por uma das melhores cenas do filme (Crédito: Divulgação)

Os melhores momentos dos filmes, é claro, são protagonizados pelos poderes de alguns dos mutantes, destaque para Blink, uma das sobreviventes no futuro, que abre portais para o teletransporte dos colegas X-Men. Outro, e que tem a cena mais memorável do filme, é o personagem de Mercúrio, o qual muita gente criticou quando saiu o seu visual. Ele aparece no passado e ajuda rapidamente (ahá) Wolverine a tirar Magneto da prisão de segurança máxima. Apesar de nos quadrinhos ele ser filho de Magneto, aqui não há nenhuma relação explicada. O Magneto “do passado”, interpretado pelo ótimo Michael Fassbender, também rouba a cena em alguns momentos da trama, particularmente no fim ao transportar um estádio de futebol americano inteiro. A Mística, de Jennifer Lawrance, não fica atrás, agora com mais cenas de ação e totalmente dedicada a acabar com Task ela personifica muito bem a eterna dúvida que sempre girou em torno dos filmes da série X-Men: Mutantes e humanos podem conviver bem?

Ou sendo mais amplo: é possível aprender a viver com a diferença? Podemos achar que o filme já responde a essa pergunta ao mostrar um futuro apocalíptico, mas sempre existe a chance de voltar no tempo (pelo menos na ficção) para repensar o modo como agir. E isto que é o importante neste filme de Singer, que ao nos conduzir a um passado não explorado dos X-Men, acaba fechando a trilogia anterior e deixando muitos anos de trabalho para os novos antigos X-Men. E encabeçados com um elenco tão talentoso como estes é fácil prever que os próximos filmes têm grandes chances de manter o nível de qualidade.

Obs: Há uma cena pós-crédito que só serve para atiçar ainda mais os fãs para o próximo filme da série.

Se quiser saber mais sobre o universo Marvel no cinema confira o nosso podcast da semana.

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Jornalista, mestrando em Comunicação na Ufrgs e Editor-Fundador do Nonada - Jornalismo Travessia. Acredita nas palavras e nas pessoas. Twitter: @rafaelgloria
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