Em sua primeira edição, a Mostra de Teatro de Bonecos do Rio Grande do Sul promove espetáculos, oficinas, sessões de cinema e debate em Porto Alegre e também em Brasília. As atividades acontecem até domingo, dia 30, e vão ocorrer na Casa de Cultura Mario Quintana e no Parque Farroupilha (Redenção). Inédita no Brasil, esta iniciativa foi contemplada em 1º lugar no edital Movida Cultural, da Secretaria de Estado da Cultura do Rio Grande do Sul, por meio do Fundo de Apoio à Cultura (FAC). Conversamos com a gestora do projeto, Cida Herok, para saber mais sobre a Mostra.

A Cia A turma do Dionísio se apresenta durante o Festival (Crédito: Maristela Marasca
A Cia A turma do Dionísio se apresenta durante o Festival (Crédito: Maristela Marasca)

1) Como surgiu a ideia para o evento e por que ele acontece em Brasília também? Qual é a relação?

Cida Herok – A organização em rede é uma característica marcante no movimento nacional de teatro de bonecos brasileiro, através da Associação Brasileira de Teatro de Bonecos (ABTB) e suas associações estaduais, núcleos de pesquisas , formação e de memória desta arte milenar estão presentes em todo o mundo. A ideia de fazer uma Mostra da produção gaúcha de teatro de bonecos, há muito tempo acalentado pelos profissionais do RS, foi concretizada no edital realizado pela Secretaria Estadual de Cultura do RS, chamado MOVIDA CULTURAL, dentro do projeto de AÇÕES ESPECIAS, Brasília foi a cidade escolhida por ter um cenário fundamental na produção cultural relativa ao teatro popular. O objetivo do projeto e a circulação e a difusão cultural, a mostra tem caráter integrativo e não competitivo,além disso pretende divulgar o Teatro de  Bonecos e suas múltiplas possibilidades,transversalidades e também para proporcionar novas oportunidades de intercâmbio com o Centro Oeste.

A proposta do Centro de Referencia de Teatro de Bonecos do RS é realizar uma Mostra dos trabalhos dos grupos gaúchos com mais de 20 anos de atividades e que tivessem espetáculos com temáticas sobre territorialidade, lendas e ou estórias populares, buscando desta forma traçar um perfil com as produções culturais de  Brasília  e do Nordeste, que contemplassem o Teatro de Bonecos Popular, como o Mamulengo, em parceria com a  Associação Candanga de Teatro de Bonecos foram selecionados os participantes.

2) Quais são as oficinas de destaque e qual a importância desse festival para o desenvolvimento do teatro de bonecos no Estado?

Cida Herok – O teatro de bonecos atualmente está com uma produção  excelente em diversidade e qualidade de técnicas de confecção  e manipulação. O surgimento de muitas companhias e o reconhecimento do trabalho dos grupos mais antigos demonstram este panorama. A realização constante de Festivais, Mostras e Encontros é também um fator importantíssimo para o crescimento desta arte, tendo em vista a formação autodidata da grande maioria dos grupos. Destacamos as seguintes oficinas:

Oficina de encenação e dramaturgia para o teatro popular brasileiro (Ministrada por Izabela Brochado, UNB/DF) – Auditório Luís Cosme (80 vagas) na CCMQ. Na quinta-feira, 27 de novembro, das 14h às 16h e na sexta-feira, 28 de novembro, das 10h Às 12h.

Oficina de confecção e escultura de bonecos em madeira (Ministrada por Daniel de Chico/RN) – Sala C2 (20 vagas) na CCMQ. Na quinta-feira, 27 de novembro, e na sexta-feira, 28 de novembro, das 14h às 16h.

A Cia Divina Comédia uma das convidadas do evento Crédito: Coletivo Aura
A Cia Divina Comédia uma das convidadas do evento (Crédito: Coletivo Aura)

3) Como foi a escolha da Companhia homenageada?

Cida Herok – Pelo pioneirismo e tradição. O TIM – Teatro de Marionetes, fundado em Porto  Alegre no ano de 1954, é formado por uma família, como acontece em vários lugares do mundo e na melhor tradição do teatro de bonecos.

4) Terão outras mostras? Se tornará um evento anual?

Cida Herok – Depois desta primeira edição vamos nos reunir e avaliar a continuidade da mostra. Provavelmente será bienal.


 

Confira a programação completa:

27 de novembro (quinta-feira)

16h – Cia CAMALEÃO/RS (Beijos e Abraços) – Sala A2B2

19h – Cia A DIVINA COMÉDIA/RS (Bonecos de Pau) – Travessa dos Cataventos

20h – Cia A TURMA DO DIONÍSIO/RS (Caminhos de Sol e Lua) – Teatro Carlos Carvalho

28 de novembro (sexta-feira)

16h – Diálogo Cultural: “A Gestão Colaborativa nas Produções Culturais” – Auditório Luís Cosme

19h – CINEMA (Exibição do curta-metragem “Retirantes” e do longa “Strings”) – Sala Eduardo Hirtz.

Após a exibição, debate com Antonio Carlos Sena, Maíra Coelho, mediado por Matheus Bonez, editor do portal Papo de Cinema e membro da Associação dos Críticos de Cinema

21h – Cia ANIMA SONHO (O ferreiro e o Diabo) – Sala A2B2

A Cia Pregando Peça apresenta o macaco Simão Crédito de Jânio Seeger
A Cia Pregando Peça apresenta o macaco Simão (Crédito de Jânio Seeger)

29 de novembro (sábado)

16h – Cia TIM TEATRO DE MARIONETES/RS (Marionetim) – Sala A2B2

18h – Cia PREGANDO PEÇA/RS (O macaco Simão) – Travessa dos Cataventos

20h – Cia MAMULENGO PRESEPADA/DF (Romance do Vaqueiro Benedito) – Sala A2B2

30 de novembro (domingo)

11h – Cia MAMULENGO ALEGRIA/DF (Casamento da Chiquinha, muito prazer, filha do Coronel João Redondo com Tião Sem Sorte) – Brique Redenção

12h – Cia MAMULENGO SEM FRONTEIRA/DF (Exemplo de Bastião) – Brique Redenção

13h – Cia JOSIVAN DE CHICO/RN (História de João Redondo) – Brique Redenção

16h – Cia CAIXA DO ELEFANTE/RS (Histórias da Carrocinha) – SALA A2B2

20h – Cia MOLHADOS NA CHUVA/RS (Negrinho do Pastoreio) – SALA A2B2

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