Os ingressos para o show de estreia do segundo disco da banda logo se esgotaram, sendo feita uma segunda apresentação
A banda Dingo Bells lançou seu primeiro disco em duas apresentações, na última quarta-feira, no Teatro Renascença

Texto: Rafaela Pechansky

Fotografia: Lucas Carneiro Neves

De maneira muito promissora, o show de lançamento do álbum Maravilhas da Vida Moderna, da Dingo Bells, marcado para o dia 22 de abril,  estava, há semanas, com ingressos esgotados. A procura foi tanta que uma segunda apresentação foi agendada para a mesma noite, às 22h. Tudo isso já prometia um baita show – mas a verdade é que a noite foi mais do que isso.

O trio, formado por Rodrigo Fischmann (voz principal, bateria e percussão), Diogo Brochmann (voz, guitarra e teclas) e Felipe Kautz (voz e baixo), tocou acompanhado por Fabricio Gambogi, nos teclados, guitarras e vozes e fez uma bela apresentação, transformando o Teatro Renascença em uma festa. Juntamente a nomes de peso como Carina Levitan, Gustavo Telles e Julio Rizzo, incansável no trombone, a banda lançou o seu primeiro disco, produzido por Marcelo Fruet e gravado por financiamento coletivo.

Tudo começou há uns dez anos, quando eles ensaiavam como amigos ainda no colégio. Em 2010, a coisa ficou mais séria, e, em 2013, a banda lançou a suave Lobo do Mar, com participação de Helio Flandres, do Vanguart. No show, quem acompanhou os vocais da canção foi Gustavo Telles.

Com um pé no pop, parecendo ora Lô Borges (escute Fugiu do Dia), ora Fleet Foxes (escute Anéis de Saturno) – duas bandas admitidamente influenciadoras do grupo -, Maravilhas… evoca, invariavelmente, os temas que afligem todos nós, como a finitude humana, o cotidiano que nos prende, as relações superficiais “muito-prazer-em-conhecer-tchau”. São letras amadurecidas, que tratam da vida real adulta e seus dilemas – a ideia passada é que, neste momento, não há espaço para amores clichês ou desilusões amorosas.

Quando tocou “Eu Vim Passear”, o single de estreia, o público, sentado, ensaiou uma tímida levantada coletiva. A identificação da plateia ficou evidente no bis: o grupo, que estava em uma tranquila sincronia, repetiu a música e emocionou os fãs: todos cantavam e dançavam. É que o refrão cola: Tanta gente buzinando / esqueceu de andar/ veio ao mundo por engano / eu vim passear. Mas nos faz refletir e cola da melhor maneira possível.

É possível fazer o download gratuito do álbum no site: www.dingobells.com.br.

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