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Gothic Lolita vai do melodrama familiar às lutas ao estilo Jaspion e Changeman em questão de segundos (Crédito: Divulgação)

Gothic Lolita Battle Bear (Nuigulumar Z, Japão, 2013)

Direção: Noboru Iguchi

Roteiro: Noboru Iguchi e Jun Tsugita

Com: Shoko Nakagawa, Rina Takeda, Mao Ichimichi, Hiroshi Neko, Koto Takagi e Honoka Kitahara.

O japonês Noboru Iguchi é um cineasta prolífico e velho conhecido do Fantaspoa. Sua filmografia se destaca por uma piração desenfreada – até mesmo para os padrões nipônicos, o que não é pouco. Por isso, a cada novo lançamento a expectativa é de que o diretor e roteirista vá superar suas bizarrices anteriores, que incluem sushis assassinos (Dead Sushi), geishas andróides (RoboGeisha) e zumbis que saem da privada (Zombie Ass: Toilet of the Dead).

O novo Nuigulumar Z tem essa difícil missão. A boa notícia é que a produção segue a linha “zoeira never ends”, apresentando uma trama onde imperam o humor nonsense e ideias estapafúrdias. Por outro lado, o filme é comprido demais e aborrece especialmente quem não está familiarizado com o universo de Iguchi ou dos mangás, otakus e cosplays. Quem assistiu aos anteriores também sentirá a ausência de um elemento mais transgressor, aquele “algo mais” que dava charme à tosqueira toda.

O filme é baseado em um romance de Kenji Ohtsuki e narra a história de Kyoko, uma pré-adolescente que volta a morar com a mãe após anos afastada. Ela fica ressentida ao saber que sua tia Yumeko, uma devota da subcultura Lolita (caracterizada por roupas e acessórios do Japão da Era Vitoriana), irá morar com elas. A vida da família irá mudar para sempre com a chegada de um urso de pelúcia com coração de samurai (!), que ganha vida a partir de um micróbio extraterrestre (!!). E é aí que começa a loucura. Entram em cena personagens totalmente cartunescos, como um vilão que usa fraldas, zumbis dançarinos e mulheres que disparam lasers de seus mamilos – além da própria Yumeko, que se transforma em super-heroína de macacão cor de rosa após ter suas células fundidas com as do ursinho (!!!).

Gothic Lolita vai do melodrama familiar às lutas ao estilo Jaspion e Changeman em questão de segundos, num exercício de esquizofrenia em cores supersaturadas que requer um tanto de paciência e desprendimento do espectador comum. Até daria um curta razoável; do jeito que está, não passa de uma piada esticada de 101 minutos.

Gothic Lolita Battle Bear será exibido novamente no dia 23/05, às 13h, no CineBancários.

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