Gabriella Di Laccio: “Meu trabalho é tentar aproximar a música clássica ao máximo do público”

Texto Júlia Manzano

Espetáculo Heroínas do Barroco, em Porto Alegre (Foto: Markus Nass / BVMI)

Espetáculo Heroínas do Barroco, em Porto Alegre (Foto: Christian Benvenuti)

Dona de uma voz ímpar, Gabriella Di Laccio tem uma longa trajetória no mundo da música clássica. Natural de Canoas e radicada na Inglaterra há mais de treze anos, a cantora lírica gaúcha começou sua relação com o estilo ainda pequena. Passou pela Escola da Ospa, pela UFRGS, pela Escola de Música e Belas Artes do Paraná até chegar ao Royal College of Music of London, em Londres, onde fez sua pós-graduação. Ela é uma das poucas brasileiras capaz de cantar um raro repertório virtuosístico de Vivaldi e Handel e integra diversos grupos abrangendo um repertório do estilo barroco ao contemporâneo.

Mais do que apenas usar a voz para entreter, ela acredita na importância da atuação no palco como parte do seu trabalho. E, apesar de morar na Europa, os compositores latino-americanos são constantes em suas apresentações. Gabriella também é a fundadora da Bravo Brazil, uma instituição que auxilia projetos que usam a música como forma de inclusão social e tem como patrona Adriana Calcanhoto. Entre os prêmios – ela foi vencedora do Air Europa Lukas Award, na categoria “Classical Act of the Year” em 2013 – e espetáculos, Gabriella ainda encontra tempo para militar por uma causa nobre: popularizar a música erudita.

Simpática e sem poupar sorrisos, ela contou via Skype sobre sua relação com a profissão, com o público e sobre o papel que acredita que deve ter enquanto artista clássica. Confira na íntegra.

Nonada – Sei que a sua performance é diferente dos outros cantores. Você interage mais com o público. Como é essa sua atitude e por que acha que ela é importante na divulgação do seu trabalho?

Gabriella Di Laccio – Acho que música clássica tem uma conotação às vezes de elitista, de chata, de “ah, não vão cantar na minha língua, então não entendo”. Eu sou uma grande embaixadora contra tudo isso. Claro que sou suspeita, porque amo a riqueza desse estilo musical, e não vou querer convencer todo mundo a gostar da mesma coisa que eu. Mas o meu trabalho, como artista, é tentar aproximar a música ao máximo do público e não criar uma barreira dizendo “ah, agora vou cantar uma música que foi escrita assim, escutem”. Eu acho que eu tenho que contar uma história. E, mais do que passar a música, trazer o público para o palco comigo. Fazer com que, para ele, aquele momento seja como assistir a um filme, que consiga entrar naquela história. Porque toda a música, e não só a ópera, tem uma história, um texto, uma poesia por trás.

Dependendo do concerto, eu gosto muito de explicar, deixar o texto mais próximo do público, contar um pouquinho do background, porque estou com uma cara de louca cantando aquela ópera. Faço isso justamente para trazer aquilo à realidade, e evitar aquela coisa de “fui ver uma aria de ópera e não sabia nem o que era”. Porque quando eu canto, eu não quero ser eu. Quero ser aquela pessoa que passou por certa situação e eu acho que é meu trabalho tentar fazer isso ficar próximo do público. O repertório que eu canto é barroco, que também não é algo que as pessoas ouvem o tempo inteiro ou na maioria dos concertos. Barroco também tem a conotação de “ah, é chato, sem graça, não tem emoção” e não é bem assim. Foi um período de muita dramaticidade em todas as áreas, como a arquitetura, a decoração, as roupas, e outras coisas. Na música foi igual. É o momento do surgimento das divas, que seriam as nossas Lady Gagas, os Farinelli, os Castrati, as Sopranos. Não sei por que em algum momento da história se criou uma estampa errada de que o barroco era uma música chata. Eu quero provar que não, não é. Eu gosto muito de misturar arte, projeções, e criar um espetáculo mais multimídia, junto com a música. Acho que quanto mais pessoas você conseguir tocar, melhor.

Nonada – Como foi o envolvimento com a música clássica?

Gabriella – Na verdade, a minha história com a música clássica é um mistério, porque não tenho músicos clássicos na família. Meu tio tocava acordeão, e acho que meus pais gostavam de ouvir música clássica no rádio. Mas nada mais do que isso. Minha mãe fala que quando ela escutava música clássica, eu ficava bem quietinha, prestava atenção. É uma coisa muito minha. A família pelo lado da minha mãe sempre gostou muito de cultura, de ler bastante. Mas a música clássica é um mistério. É algo muito forte, sempre foi. Eu meio que nasci assim. Era pra ser.

Apresentação de Gabriella em St. James Piccadilly, em Londres (Foto: Markus Nass / BVMI)

Apresentação de Gabriella em St. James Piccadilly, em Londres (Foto: John Yeung)

Nonada – E a sua formação no Brasil e fora do Brasil?

Gabriella – Eu cantava no coral desde os oito anos. Então, talvez o primeiro contato tenha sido aí. Depois eu comecei a fazer aulas de piano com 11 anos, e com 14, 15, entrei pra Escolinha da Ospa, quando era adolescente. Naquela época, eu ainda pensava que teria outra profissão. Eu queria ser arquiteta e eu ia fazer música paralelamente. E fiz faculdade de arquitetura, mas continuei cantando, e comecei a fazer aula de canto quando tinha 16 anos, com a minha professora de piano Vera de Los Santos que também era uma cantora lírica. Só que a partir desse momento, a música começou a ficar muito mais forte na minha vida e a arquitetura um pouco menos. Eu já estava há um ano e meio na faculdade, e ao mesmo tempo, estava na Escola da Ospa já cantando pequenos concertos e estudando com a professora Lory Keller.

Eu larguei a arquitetura e decidi me dedicar totalmente à música porque eu sabia que se eu quisesse ter sucesso e uma carreira, eu teria que almejar ser a melhor cantora que eu poderia ser. Eu passei na UFRGS, e não existia professor de canto na época, então eu entrei para regência. Depois desse primeiro ano, eu conheci a minha professora de canto, que foi a minha formadora, a Neyde Thomas. Só que ela morava em Curitiba, então eu me mudei para lá para poder estudar. Eu conheci ela com cerca de 60 anos e, quando uma pessoa canta com essa idade e ainda soa jovem, é uma indicação de uma técnica muito boa. Muitos cantores se formaram com ela. A minha formação superior foi na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, em canto. Aí, consegui um emprego na Camerata Antiqua de Curitiba. Continuei morando lá e depois de alguns anos veio um maestro inglês que já morava no Brasil, Gerard Galloway que fez um trabalho com a gente. Ele disse que eu devia ir embora, estudar fora. Ele me indicou uma professora que dava aula no Royal College of Music, e depois de um ano e meio, acabei indo pra lá por causa dele.

Nonada – Desde quando mora em Londres?

Gabriella – Eu vim em 2001.

Nonada – Qual é a sua classificação enquanto soprano?

Gabriella – Existem várias classificações. Eu sou um soprano lírico coloratura. Um coloratura é um soprano que pode fazer coisas muito rápidas, um repertório de agilidade. Mas existe também soprano dramático, que é uma voz mais pesada. E outros. Minha voz dá muito bem para o repertório barroco e clássico, música contemporânea. Não dá muito certo para óperas pesadas.  Eu me concentro no repertório coloratura de Händel e Vivaldi, que é mais raro. Na verdade, começou a ser mais cantado aqui na Europa pela Cecilia Bartoli, e no Brasil não é muito feito.

Nonada – E quais são as principais influências e também cantores favoritos? Dos clássicos.

Gabriella – Acho que qualquer cantora tem Maria Callas como uma grande influência. Tem muita gente que não gosta da voz dela, mas ela é uma grande atriz e uma excelente musicista. É uma pessoa que conhecia as partituras e cantava no nível mais aprofundado que um artista pode querer ser enquanto intérprete. E ela também mudou o conceito de cantar a ópera e ser atriz ao mesmo tempo, pois vem de uma escola em que os cantores só cantavam e não faziam muita atuação. Ela é uma grande influência em termos de uma cantora completa. Mas tem muitos cantores para se admirar hoje em dia. Gosto muito da Cecilia Bartoli, da Joyce DiDonato, do Juan Diego Flóres, um tenor peruano. A Sarah Conolly é uma mezzo daqui que gosto muito. As pessoas que admiro mais enquanto artistas são aquelas que conseguem me mover, ultrapassar aquela coisa de “ah é só uma técnica perfeita”, às vezes até sacrificando um pouco daquilo em prol de mover as pessoas com a música e com sua função de intérprete, porque é isso o que a gente é. No momento em que eu canto, eu não quero que seja sobre mim. Quero que eu seja um veículo no qual música possa ser transmitida. Claro que vai ter a minha impressão, como eu vejo, escuto ou sinto aquela música, mas o mais importante é que aquilo passe para alguém, e que passe adiante.

Nonada – E na música popular, quais são os cantores favoritos?

Gabriella – Bom, Marisa Monte, Adriana Calcanhoto, João Gilberto, Tom Jobim, Vinicius de Morais, não só pela questão da voz, mas pela musicalidade, pela genialidade, pela riqueza musical de harmonias e tudo. Gosto muito da Monica Salmaso, ela é muito boa. Tem tanta gente que me sinto culpada em falar só de alguns.

Nonada – No que você se inspira pra cantar antes dos shows? Tem algum ritual?

Gabriella – Eu estudo muito. Acho que o ritual maior é estar 110% preparada. Sempre tenho que sentir que tecnicamente não tem nada ali que eu tenha problema. Claro que sempre tem partes mais difíceis, com mais desafios vocais e técnicos. Então isso tem que ser resolvido antes. Mas antes imediatamente antes do show?

Gabriella repassa mentalmente todo o concerto enquanto faz a própria maquiagem antes das apresentações (Crédito: Arquivo Pessoal)

Gabriella repassa mentalmente todo o concerto enquanto faz a própria maquiagem antes das apresentações (Crédito: Arquivo Pessoal)

Nonada – Isso

Gabriella – Gosto muito de fazer minha maquiagem. Naquele momento, eu gosto de visualizar o que vai acontecer de uma forma boa. Cantar mentalmente todo o concerto – que também já faço na noite anterior. Passar por todas as etapas, vendo tudo o que vai acontecer e tentar ficar ligada ao texto. Por isso a parte técnica tem que estar resolvida: para que no momento eu não precise pensar muito nisso.

Nonada – E em casa?

Gabriella – Em casa, no dia do concerto, tento falar pouco. Geralmente o espetáculo é de uma hora e meia e a corda vocal é um músculo frágil e a gente tem que tentar cuidar. Não uso microfone, então é um desgaste vocal bem grande. Então no dia do concerto eu falo menos, bebo muita água e uma hora antes eu começo a vocalizar.

Nonada -Seu repertório tem músicas latino-americanas. Como é cantar elas na Europa? Como é a relação com público?

Gabriella – Em primeiro lugar, como cantora brasileira, eu acho que é meu dever mostrar esse repertório para o público daqui. Canto muito Villa-Lobos, que seria o nome mais conhecido. Mas tento introduzir compositores que eles não conheçam, como Marlos Nobre, um compositor ainda vivo no Brasil, Ernani Aguiar, Waldemar Henrique. O que eu faço aqui é exatamente o que eu faço no Brasil, mas ao contrário. No Brasil, algumas pessoas vão falar italiano ou inglês, mas português, aqui, é mais difícil. Eu gosto muito de falar durante os concertos para dar uma introdução sobre o assunto. A música brasileira é muito amada porque ela tem muito ritmo. Então mesmo sem entender o texto, as pessoas curtem muito.

No inicio do ano eu fiz um concerto com Marcelo Bratke, um pianista brasileiro, no South Bank, e a gente tentou fazer uma viagem em vários estilos da música brasileira. Nós cantamos um ciclo de canções do compositor Cláudio Santoro com poesias do Vinícius de Moraes. É uma musica bem introspectiva, toda ligada ao texto, e eram treze canções com prelúdios de piano no meio. Eu estava meio nervosa sobre como o público ia receber porque, claro, eles tinham as traduções, mas nesse tipo de musica não convém muita conversação. É uma música que você senta e escuta. E depois a gente tocou Villa-Lobbos, Dorival Caymmi e Tom Jobim. Foi um concerto bem eclético e o público adorou. É uma música que tem uma genialidade porque os compositores brasileiros tinham a riqueza de ser brasileiro e ter acesso a essa explosão de culturas. E muitos também estudaram fora, e quando voltavam, usavam tudo o que aprendiam. Era como ter acesso a uma biblioteca musical muito grande no cérebro gerando uma riqueza ainda maior nas composições.

Nonada – E como é o espaço para música clássica aqui no Brasil?

Gabriella – Acho que hoje em dia existem tantos espaços. Santander Cultural, e outros que não existiam na minha época. A questão para mim não é espaço em si. Acho que o mais difícil é a falta de apoio financeiro para que os artistas possam fazer o que eles têm muita capacidade de fazer, porque o Brasil tem muitos artistas de altíssimo nível. Claro, têm as leis de incentivo, mas existe uma mentalidade de que uma coisa de música mais popular sempre vai chamar mais público. Falta uma educação musical já na escola, mas bem feita. Ter acesso a diferentes tipos de música… Educação musical mesmo, para que você já cresça com um universo maior do que você ouve no rádio. Criança é muito aberta para música clássica e muitos gostam se têm acesso. Em Londres, a educação musical começa muito cedo, mesmo que eles não queiram seguir fazendo aula de piano. Eles têm contato desde a infância com a música.

Nonada – Tem mais leis de incentivo à cultura na Europa?

Gabriella – Aqui? Não, acho que o Brasil é muito bem servido de leis de incentivo. Existe aqui o Art’s Council, mas também é bem difícil conseguir. Tem algumas coisas menores, mas é menos procurado. As pessoas têm produtores. Então não se tem muito a necessidade de fazer projetos. Isso é bom e ruim porque como artista eu acho bem legal você criar um projeto que é teu, que tu idealiza. Acho que o Brasil também é bem servido de editais, mas tem que ficar sempre em cima.

Nonada: – Tem plano de fazer algum projeto aqui no Brasil?

Gabriella – Tenho, tenho dois projetos. Um se chama Prima donna,  um projeto que une teatro e ópera. Uma atriz e uma cantora – eu – contando a história da primeira Prima donna que existiu. Ela foi uma das cantoras favoritas de Händel, na época justamente em que as cantoras divas apareceram na história. Antes era uma música mais renascentista, mais intelectual. E quando o barroco surge meio que vira esse drama. No momento estamos em processo de captação de recursos. O outro é um projeto ligado com música brasileira e a Bravo Brazil, a instituição que eu criei aqui na Inglaterra. O objetivo é arrecadar fundos para apoiar locais que, no Brasil, dão educação musical gratuita pra crianças carentes ou que não tenham acesso financeiro à música. O projeto é tentar gravar um CD com todos os projetos que a gente já apoia aí. O plano é gravar com dez crianças de cada projeto, contar com participações especiais e fazer uma turnê pelo Brasil. E agora no final do ano vou pra Curitiba cantar a opera desse compositor, o Johann Adolf Hasse, que nunca foi apresentada, e também é uma ópera barroca.

Orquestra Villa-Lobos em Porto Alegre (Crédito: ???)

Orquestra Villa-Lobos em Porto Alegre (Crédito: Projeto “Villa-Lobos e as crianças” do Rio de Janeiro)

Nonada – Já ia perguntar da Bravo Brazil, que é uma fundação pra auxiliar crianças em situação de risco.  Como você acredita que a educação musical pode ajudar essas crianças em vulnerabilidade social?

Gabriella – Bom, eu acho que não é só a música que ajuda, mas o esporte também. No meu caso, eu decidi ajudar com a música porque é o que eu faço e eu posso dizer que fez diferença na minha vida. Não tenho o sonho de que toda criança vai querer ser músico, mas que a música consegue mudar coisas na vida deles, isso com certeza. Em primeiro lugar, tem a questão do trabalho em grupo. Você tem essa experiência de criar algo em conjunto, de tocar o instrumento, de tocar numa orquestra, a disciplina, ver seus próprios limites e superar eles. Aprender um instrumento é atingir uma meta. A música é algo que mexe muito com o teu interior. É uma questão de autoestima e de trabalhar com outras pessoas. Como eu disse: você consegue atingir objetivos. Não é algo que vá existir em todas as crianças ou jovens, mas com certeza vai tocar um grande numero deles e acho que isso pode fazer a diferença.

Nonada – A Bravo foi fundada em Londres?

Gabriella – Sim.

Nonada – Como ela opera aqui no Brasil?

Gabriella – O dinheiro é arrecadado aqui [em Londres] e a gente divide entre os projetos que apoiamos. Geralmente eu entrego ou fazemos uma transferência. Os projetos já são independentes, e a gente contribui. Então alguns lugares querem dinheiro pra instrumentos novos, para contratar um professor, afinar piano. A gente conversa com cada um antes. O projeto em Porto Alegre estava vindo para Londres para um concerto, mas não deu certo por questões financeiras.

Nonada – E em que cidades a Bravo Brazil apoia projetos?

Gabriella – No momento em Porto Alegre, Curitiba, Rio de Janeiro e Camboriú. A gente está conversando com São Paulo e com outro projeto de Recife, mas ainda não estão confirmados.

Espaço Vida e Música (Curitiba) é outro projeto apoiado pela Bravo Brazil (Crédito: ???)

Espaço Vida e Música (Curitiba) é outro projeto apoiado pela Bravo Brazil (Crédito: Instagram Bravo Brazil)

Nonada – E agora, só voltando um pouquinho: qual foi a performance que você mais gostou de fazer?

Gabriella – [rindo] Não, não tenho uma preferida porque cada performance é a minha favorita do momento. E eu acho que tem que ser assim. Não vou conseguir escolher.

Nonada – Que lugares do mundo já cantou em português fora do Brasil?

Gabriella: Em português… Inglaterra, Itália, França, Mônaco, Noruega e Suécia.

Nonada – E em quais idiomas você canta?

Gabriella – Italiano, latim, alemão, espanhol, inglês, português, já cantei em russo, catalão, que mais… Cantei em chinês uma vez, mas teria que ter mais coaching para cantar novamente. Norueguês e sueco, também.

Nonada – E os próximos planos para voltar ao Brasil?

Gabriella – Bom, eu volto com certeza no final do ano para fazer a ópera do Johann Adolf Hasse e para o lançamento do meu CD, que ainda não posso dizer a data. Isso ainda está para ser confirmado, mas provavelmente agosto ou setembro. A agenda pro Brasil pode mudar, mas eu espero que aconteçam ainda mais coisas, especialmente com o lançamento do meu CD. Eu gravei em Porto Alegre, em novembro do ano passado, com os melhores músicos da cena da música barroca do Brasil, e foi um trabalho muito legal de se fazer. O CD se chama Bravura, só com árias de Handel e Vivaldi e está em processo de finalização.

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