Escritoras feministas: uma conversa com Lola Aronovich e Clara Averbuck

Lola Aronovich, professora de literatura, é feminista desde os 8 anos de idade. Clara Averbuck, escritora, só descobriu a sororidade depois dos 30. Duas feministas com vivências e histórias completamente diferentes, mas que têm a militância em comum. O Nonada conversou com as duas no Vila Flores, quando estiveram em Porto Alegre para participar do Conexões Globais: Cidades democráticas (leia a reportagem completa aqui). Confira as entrevistas na íntegra.

Lola Aronovich 

A escritora Lola Aronovich (Foto: divulgação)

Lola Aronovich (Foto: divulgação)

A trajetória de Lola Aronovich começou muito antes de 2008, o início de seu famoso blog Escreva, Lola, escreva. Feminista desde os oito anos, a professora de literatura da UFC sabe muito bem das dificuldades de ser mulher em uma sociedade misógina, como a brasileira.

Enquanto blogueira, seus posts já trataram de temas como direitos reprodutivos, violência contra as mulheres, necessidade de creches e outras demandas dos movimentos feministas, sempre intercalados com guest posts (ou seja, quando ela chama mulheres para falar de assuntos dos quais ela não protagoniza). Nem sempre é fácil. Junto com o destaque, ela já foi alvo de ataques misóginos, com ameaças, deboches e até mesmo processos. Porém, Lola continua firme.

Nonada – Como tu te descobriu feminista e como chegou até o blog?

Lola Aronovich – Eu sou feminista desde que tenho oito anos de idade. Tem gente que acha isso ridículo, mas comigo realmente foi assim. Eu acho que eu tive sorte em ter pais bem progressistas, de esquerda. E em certa medida, eles me influenciaram. Eu tenho registros dessa época, uma espécie de diário em que eu fazia colagens. Ali eu colocava que homens não eram superiores às mulheres, que elas podiam ser tudo o que os homens podem ser. Coisas de criança, mas eu já me assumia feminista naquela época. Já o blog eu comecei em 2008. Eu já colaborava com críticas de cinema para dois outros sites, mas não ganhava quase nada com isso, era mais um hobby e não o meu trabalho. Fui crítica de cinema durante 14 anos e sempre tive vontade de começar minha própria página, mas não tinha a menor ideia de como fazer isso. Eu estava em Detroit, fazendo doutorado sanduíche lá, e meu marido comigo. Ele também não conhecia nada, mas como tinha um pouco mais de tempo livre, pedi que ele aprendesse o básico e me ensinasse. Quem, felizmente, também ajudou bastante, foram as leitoras e leitores. Não era pra ser um blog só feminista, era um blog pessoal. Mas como eu sempre fui feminista, foi o que transpareceu mais. E também a questão da esquerda, de lutar contra muitos preconceitos, como a homofobia, como o racismo.

Nonada – O que tu encontra de maior dificuldade e enfrentamento no blog? O que tu acha mais complicado nesse gerenciamento do blog?

Lola – Olha, nos primeiros anos do blog, tinha hater, tinha troll e sempre com o mesmo perfil: homem, branco, hetero, de direita ou extrema direita, super conservador e preconceituoso em todos os sentidos. São pessoas bem agressivas, que realmente têm muita raiva de mulheres, de feministas, de ativismo social no geral. Mas no começo não era tanta gente. Meu blog ficou sem moderação pelos primeiros quatro anos: tudo o que alguém falava, era publicado. Mas foi crescendo e hoje não dá mais. Hoje em dia, o blog é aberto, mas chego em casa e vou deletando algumas coisas, porque existe muito ódio. É muito desagradável. Mas se fossem só os trolls, não seria tão sério. Eles xingam, deturpam o debate, desvirtuam tudo, inventam coisas, ameaçam. Mas tem gente que é pior. São trolls, mas trolls diferentes. São grupos organizados que se dedicam a atacar mulheres, especialmente feministas. Então eu recebo muita ameaça. Recebo ameaças de morte, estupro, desmembramento, tortura.

Recentemente, meu marido começou a ser ameaçado também. Ele cometeu o grave crime de se casar com uma feminista. E ele tá totalmente por fora, não faz nada relativo a ativismo. Ameaçam também minha mãe, que é uma senhora de 80 anos. Divulgam fotos da fachada da minha casa, com local e telefone do meu trabalho. Oferecem recompensa para quem me matar, ou para quem me derrubar no chão e montar em mim como se eu fosse um touro. Eles fizeram, em 2010, um rodeio de gordas e querem repetir. E é muito horrível. Eles também criaram sites falsos no meu nome. Na Páscoa passada eu estava viajando e meu hotel estava sem internet. Eu não estava acompanhando nada, mas sim curtindo a praia. E daí aconteceu aquele acidente de helicóptero no qual morreu o filho do Alckmin, e os reacionários se aproveitaram da minha ausência na internet e no Twitter, e criaram um tweet falso no meu nome, com minha foto, comemorando a morte do filho do Alckmin. Eu sou a favor dos direitos humanos, e nunca faria algo assim, era um momento de dor. Quando eu chego em casa no domingo, tinha mais de mil tweets com um monte de ameaças e xingamentos. Gente que eu nunca ouvi falar querendo a minha caveira, coisas horríveis. Daí você desmente e primeiro tem um monte de gente que não acredita em você. E eu sou totalmente transparente, eu não minto. Eu dou minha cara a tapa. Daí dizem que eu deletei o tweet em seguida ou sei lá o que e eles não acreditam. E depois ninguém pede desculpa, escreve um “erramos”. Nada.

No outubro do ano passado, criaram um site falso com meu nome, foto minha e até link pro meu currículo lattes. E era um site de ódio que defende coisas que eu não defendo, como, por exemplo, aborto em casos de fetos masculinos. Um dos posts dizia “Se não nasceu, aborte. Se já nasceu, mate-o”. Então o site defendia o infanticídio de meninos e até a castração de meninos. Também dizia que eu queimava Bíblias na faculdade. E chegaram ao cúmulo de falar que eu tinha realizado um aborto em sala de aula em uma aluna. Nessa hora achei que eles tinham exagerado tanto que ninguém ia acreditar. Mas o pessoal acredita, e teve cinco denúncias na ouvidoria da minha Universidade pedindo a minha demissão. Aliás, o Ministério Público acolheu uma denúncia.

Nonada – E diante desse tipo de ataque, o que tu diria para as outras feministas que estão na rede ou que estão na ruas e que às vezes ficam até desmotivadas de ouvir esse tipo de situação? O que tu diria, como a gente pode se movimentar, se reunir…

Lola – Eu não gosto muito do anonimato. Primeiro que o anonimato sempre vai ser descoberto cedo ou tarde. Se você é anônimo, vai ter mais dificuldade pra dar palestra, você tem que vestir uma máscara… é muito complicado. Acho que todo mundo tem que pôr a cara, dar o nome. Mas eu também não quero que ninguém passe pelo que eu passo, especialmente meninas mais jovens. Porém, não precisa nem ser feminista, eles atacam quem eles quiserem. Eu vejo esses caras atacando qualquer coisa. Eles veem uma página do Facebook de uma menina que estão acompanhando, porque acham ela bonita ou qualquer coisa assim. Daí se a menina responde pra algum rapaz que não quer namorar ele, eles fazem um ataque organizado contra essa garota porque ela teria cometido um dos maiores pecados: colocar um homem na friendzone. Pra eles, recusar um namoro para ficar na amizade é tão grave quanto um estupro. O que a gente também tem visto é uma criminalização dos movimentos sociais, então ficamos em um beco sem saída. Muitas meninas não divulgam assédio, não divulgam estupro porque há uma culpabilização muito grande, então a única opção acaba sendo você expor o cara. E eles estão processando. Na USP, o coletivo feminista expôs um aluno que já teria estuprado mulheres e ele está processando o coletivo.

No meu blog, também coloquei um caso de um ex-blogueiro de esquerda que era muito conhecido, se dizia feminista, e há anos mandava fotos e vídeos não solicitadas do seu pênis para várias mulheres, inclusive menores de idade. O que ele fez não foi um crime, mas extremamente antiético, e várias pessoas o tinham em alta conta, porque ele era feminista. Por trás, o discurso era de um machismo total, nojento. Esse cara está me processando e outras pessoas também. E no meu blog não comuniquei o nome dele em nenhum momento. Semana passada, apareceu um caso na Universidade Federal do Espírito Santo, de um professor que falou coisas machismos em aula. E o coletivo feminista da UFES fez cartazes, sem citar o nome e ele está processando o coletivo. Para mim, citar o nome da pessoa nem é tão importante porque não é um problema individual, mas um problema geral. Então você está expondo um comportamento, e o cara que fez sabe quem é, assim como muita gente. Tem também o caso do Alexandre Frota, que deu um vexame bem criminoso no programa do Rafinha Bastos, contando que teria estuprado uma mãe de santo. Daí a Sônia Bonfim, do coletivo da USP, fez um post super tranquilo no Facebook dela, criticando a postura dele. E ele está processando ela.

Então as meninas já tinham medo de denunciar, e agora estão apavoradas porque estão sendo processadas. Não quero que ninguém desista, mas temos que saber que somos muito alvejadas. Temos que criar uma casca grossa. Sei que é um clichê, mas nós somos realmente mais fortes juntas. A gente tem que se unir e deixar as desavenças de lado, porque eles sabem quem são os inimigos. Ficamos brigando entre nós mesmas porque uma é de uma corrente, outra de outra e não faz nenhum sentido. Tem tanta coisa que nos une, e temos que saber quem são os nossos inimigos ao invés de ficar brigando. É importante contar com as experiências umas das outras. A página Feminismo Sem Demagogia, a maior página que tem no Facebook, com 1,3 milhões de seguidores, foi derrubada por ataques organizados de fãs do Bolsonaro, que são muito organizados. E uma das moderadoras, a Shirley, é negra, e no perfil dela, ela foi atacada com todos aqueles insultos racistas que a gente ouve. Misoginia e homofobia não são crime, mas racismo é. E a Polícia Federal agiu pra tentar pegar os criminosos que atacaram a Thaís Araújo, a Maju e outras atrizes famosas, mas isso teria que valer para todos. E a gente também viu um silêncio até de alguns movimentos negros, de feministas negras, porque não gostam daquela página. Mesmo que você não goste de uma página dessas, tem que sair em defesa. Eu acho que a gente tem que se ajudar.

Nonada – Não sei se tu chegou a ver o movimento dos shortinhos que teve aqui em Porto Alegre.

Lola – Foi aqui e lá em São Paulo

Nonada – E o que tu acha desse movimento dentro da realidade escolar?

Lola – Eu sou totalmente a favor, elas têm que ter o direito de vestir o que quiserem. Acho que isso incomodou muita gente, eles se mobilizaram bastante. Os coletivos feministas hoje estão presentes em todos os lugares. Eu não conheço nenhuma universidade pública que não tenha pelo menos um coletivo feminista. É uma coisa que cresceu muito nos últimos cinco ou dez anos. Estudos feministas e de gênero dentro das universidades também. A gente está dominando o meio acadêmico, imagina a força que isso tem. Nós combatemos trotes violentos, trotes machistas, assédio. É um meio de defesa. E a tendência agora é começar cada vez mais cedo. Meninas de 14 ou 15 anos já se organizam sozinhas, sem ninguém falar nada pra elas, e criam um coletivo feminista no Ensino Médio. Eu acho o máximo! Só imagina a reação dos conservadores, né. Nós estamos mostrando que sabemos o que queremos: disciplinas em que se discuta diversidade, que se discuta o lugar da mulher na sociedade, empoderamento feminino, direitos iguais… e eles estão tentando barrar isso de todas as maneiras que podem. Isso virou a nova bandeira dos conservadores. Antes eram só questões relacionadas à homofobia, agora eles abrangeram porque ideologia de gênero englobaria tudo. Engloba feministas – que eles sempre odiaram-, gays, travestis. Acham que ideologia de gênero é você querer transformar o filho deles em gay, ou que o menino diga que é menina. Mas enfim, eles estão horrorizados porque vão fazer o que? Proibir o coletivo? Proibir a menina de usar short? Expulsar ela da escola? Não, né. Espero que não, pelo menos.

Clara Averbuck 

Clara Averbuck (Foto: Paula Ragucci)

Clara Averbuck (Foto: Paula Ragucci)

Clara Averbuck, um dos nomes mais conhecidos da internet quando se trata de feminismo, sempre soube quem queria ser: ela mesma. Para isso, saiu jovem de Porto Alegre e foi trilhar uma carreira em São Paulo, onde destacou-se como escritora. Desde sempre, a busca pela liberdade era essencial. “Eu comecei a escrever sobre feminismo em 2013 e comecei a publicar em 2002. Mas a minha obra já tinha essas nuances de personagens fortes e uma busca pela liberdade”, comenta.

Nonada – Tu saiu de Porto Alegre aos 22 anos. Por quê?

Clara Averbuck – Eu tenho vários motivos. Eu tinha muita vontade de ir embora daqui e eu não sabia explicar muito bem o porquê. Hoje, analisando, eu sei que o Rio Grande do Sul é extremamente machista e eu não sabia identificar isso na época. Eu tenho uma outra questão, uma coisa pessoal. O meu pai é um cara muito conhecido e eu sempre ia ser a filha dele se eu não saísse daqui. Além disso, havia poucas opções de trabalho para o que eu queria fazer. Eu queria escrever e a gente sabe que aqui só dá para trabalhar para uma empresa. E eu não estava a fim e achei que lá havia mais possibilidades. Era uma busca de identidade, de liberdade e querer estar em um lugar onde ninguém mais me conhecesse. Eu não queria ser a “filha do Hique [Gomez]”, eu queria ser eu. E para isso, bem serviu.

Nonada – Eu queria perguntar sobre o ativismo feminista de internet, tipo #meuamigosecreto, e o destaque e resultado disso. O que tu acha?

Clara – Eu acho que é um começo, porque as mulheres estão falando e tocando em pontos, em memórias que fazem parte da nossa construção como mulher e que nós nem sabíamos que era um problema. Especialmente o “meu amigo secreto” foi muito importante. O “meu primeiro assédio” era aquele estuprador do beco escuro, enquanto o “meu amigo secreto” era o teu brother. Era o cara com quem a gente convive. É o teu amigo que tu curte muito, mas tem que saber que ele já abusou de uma mina. Então, na verdade, são essas coisas que realmente causam uma mudança, porque não dá para ficar passando o pano para os nossos amigos. Acho que foi bem importante para a gente e para os caras também. Eles não vão mais poder fazer as coisas que eles faziam. Agora nós conversamos, sabemos o que acontece e que não estamos sozinhas. Antes a gente morria de vergonha de falar essas coisas e achávamos que a culpa era nossa. Depois, a gente começou a conversar. Acho que as redes sociais têm um papel bem importante nisso tudo. As coisas começaram a mudar, e os caras vão ter que mudar de comportamento por bem ou por mal.

Nonada – E criar o Lugar de Mulher, como surgiu?

Clara – O Lugar de mulher é um portal que eu fiz com as minhas duas melhores amigas em 2014. A gente fez porque estava cansada de portais e revistas femininas que tratavam mulher como se mulher só se interessasse por determinados assuntos: beleza, moda, filhos, sexo e só. Essas coisas também são interessantes, mas ser mulher não é só isso. Ser mulher é muito mais amplo. A gente sentiu a necessidade de fazer um portal que a gente curtisse ler também. As nossas colaboradoras são mulheres bacanas, que também tem essa pegada nossa. Foi bem importante para a gente e para abrir um espaço, um nicho novo, que não tinha em 2014.

Nonada – Eu li algo sobre tu também ter te inspirado na Carmem da silva. Teve um trabalho de… revista feminina, mas com outro viés.

Clara – Na verdade, não teve muito a ver com Lugar de Mulher. A Carmem da Silva foi a primeira mulher com quem eu me identifiquei na literatura. Foi minha porta de entrada para o feminismo. Quando comecei a ler as publicações dela, comecei a buscar mais. Talvez até tenha tido a ver. Mas na hora em que eu estava fazendo o Lugar de Mulher, nós nos baseamos mais naqueles sites gringos feministas que tratam de cultura pop e coisas assim, tipo o Hello Giggles e sites que a gente lia, mas víamos que não tinha nada parecido no Brasil.

Nonada – Vocês recebem bastante cartas de mulheres pedindo ajuda pelo Lugar de Mulher ou por outros veículos também?

Clara – Sim, e eu recebo também porque eu apareço muito. É meio desesperador, porque eu não posso fazer nada. Às vezes, a única coisa que eu posso fazer é confortar essa mina. Eu não consigo ajudar todo mundo, porque eu também tenho os meus problemas, eu tenho a minha vida. Eu entendo perfeitamente que elas pensem “Quero falar com essa mina e ver se ela consegue me ajudar”, mas às vezes é foda porque não tem nada que eu possa fazer e eu começo a acumular os problemas dos outros. Quando eu vejo, estou com insônia por causa do e-mail que uma pessoa me mandou. Então eu acho que a gente acaba fazendo um papel que talvez algumas políticas públicas e o Estado devessem fazer, sabe? De ela saber para onde ela tem que ir quando está sendo abusada, ou quando ela em que sair de casa, ou quando ela sofre violência. Têm muitas mulheres que sofrem violência ou que foram estupradas e que tem vergonha e medo de ir ao hospital porque vão ser julgadas

Nonada – Como é o cenário nacional como escritora feminista?

Clara – Bom, escritora feminista ou não feminista já é difícil. Eu já era escritora antes de ser feminista. Eu comecei a escrever sobre feminismo em 2013 e comecei a publicar em 2002. Mas a minha obra já tinha essas nuances de personagens fortes e uma busca pela liberdade. Agora, piorou. [Risos] Dificultou. Mas melhorou por outro lado. Porque a partir do momento em que tu assume uma posição e um discurso, afasta uma galera. E especialmente dentro do meio literário, que é super masculino, eles não querem ter esse tipo de discussão. Eles querem dizer “não, mas você sempre teve espaço, isso não tem nada a ver, você é mulher”. Eles não conseguem olhar em volta e ver que de dez pessoas, nove são homens. Eu comecei a dar oficina para mulheres, a me cercar de mulheres e comecei a querer escrever mais para mulheres. Por um lado, isso me fechou algumas portas. Acho que eu mesma fechei, porque eu não queria estar lá. Eu fechei a porta do maisntream, a porta das grandes editoras, que tem todo esse contexto do homem branco com grana que não está afim de ter nenhuma discussão que incomode ele ou que faça ele se perceber como privilegiado. Por outro lado, eu abri uma outra porta muito legal, que é conversar com as mulheres. É uma coisa que eu não fazia antes. Pelo menos não voluntariamente.

Nonada – Tu só dá oficinas pra mulheres atualmente?

Clara – Não, às vezes, eu faço umas oficinas mistas, mas tem poucos homens e as mulheres não querem fazer junto com eles.

Nonada: Tu está vivendo disso agora?

Clara – Não estou vivendo disso. Eu sempre trabalhei, sou roteirista, faço vários freelas. Teve alguns meses em que consegui dar mais oficinas, mas é que isso demanda tempo. E começou a ter muita gente. As aulas são na minha casa, não cabe todo mundo, e fica desconfortável. Mas eu gostaria de ter uma estrutura maior para poder fazer isso.

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