O Nonada – Jornalismo Travessia estreia hoje a coluna Ribeira, trazendo assuntos dos bastidores da vida cultural de Porto Alegre, acontecimentos relevantes nas políticas culturais e também uma seleção de eventos, com prioridade para os gratuitos.

 

Tempos obscuros na Unisinos

Infelizmente ocorreu mais um capítulo triste na Cultura e na Comunicação do Rio Grande do Sul nesta semana: após mais de vinte anos, a Unisinos.FM encerrou as suas atividades no dia 4 de junho. Do time de sete comunicadores, ficam para a transição apenas os profissionais Jimi Joe e Vanessa Ioris. Informações obtidas pelo site Coletiva dão conta de que o tempo de transição da rádio, que passou a ter programação apenas com playlist, será de seis meses. Após este período, o dial 103.3 FM sairá definitivamente do ar.

A universidade lançou um comunicado, no qual oficializou o processo de “descontinuidade” da Rádio. Segue um trecho: “Tal movimento resulta de profundo discernimento e está conectado com diversas outras decisões que têm sido adotadas pela Unisinos a fim de garantir o seu foco estratégico na educação superior e a concentração dos seus recursos institucionais naquilo que é essencial para a concretização de sua visão de ser uma universidade de pesquisa com reconhecimento internacional. Cabe elucidar que essa decisão preserva as atividades de ensino que estão ligadas à rádio”.

Sabe-se que a Comunicação e a Cultura são sempre os primeiros setores descartados quando falta investimento, e o momento não é favorável devido também às políticas do governo Bolsonaro, atacando a Educação. As universidades particulares correm risco de fechar, perdendo investimentos também. Mas a solução é descartar serviços? O próximo a acabar será O Instituto Humanitas? O IHU é um dos principais veículos de jornalismo independente do estado e um dos primeiros da nova era dos alternativos, junto com o Brasil de Fato, no início dos anos 2000.

Vem, Lázaro!

A vinda de Lázaro Ramos é um sonho antigo da área infantil e juvenil da Feira do Livro de Porto Alegre. Agora, depois de uma campanha dos mediadores de leitura nas redes sociais para chamar a atenção do autor. Lázaro respondeu em um comentário essa semana dizendo que vem. A organização da Feira está em tratativas com a Carochinha Editora, que lançou, em janeiro, o livro Sinto o que sinto: e a incrível história de Asta e Jaser. A área infantil e juvenil da Feira tem sido a responsável por trazer autores como Daniel Munduruku, Sérgio Vaz e Conceição Evaristo para o evento. (Foto – agência Brasil)

Mulheres que fotografam

Nair Benedicto (Foto – Mel Coelho)

O Nítida, coletivo de fotógrafas de Porto Alegre, quer reunir todas as fotógrafas da região metropolitana para estarem também na frente das câmeras. Neste sábado (8), elas vão montar um estúdio de fotografia na Casa Baka, e a ideia é realizar retratos das fotógrafas e uma entrevista, contribuindo para a visibilidade de seus trabalhos nas redes e sociais e demais espaços do coletivo. O encontro é das 16h às 20h, na Casa Baka – R. da República, 139 .

Mulheres que escrevem

Nesta sexta-feira (7), tem roda de conversa sobre autoria feminina e crítica feminista na livraria Baleia. O espaço recebe as escritoras Priscilla Campos, Fernanda Bastos e Priscila Pasko, idealizadora do Veredas, para um encontro a partir das 19h, na Rua Cel. Fernando Machado, 85.

Música na escadaria

A escadaria do Centro Cultural da Ufrgs vai servir de palco nesta sexta (7). O projeto MOIO, formado em 2015 por Nê Kisiolar, Gabriel Görski, Filipe Narcizo e Duda Cunha, vai se apresentar nos degraus a partir das 19h. O Centro cultural da universidade tem realizado ótimos eventos e oficinas gratuitas, e já é uma referência na circulação de arte da cidade. A ideia inusitada dos degraus deve alterar a paisagem sonora, sempre caótica nesse horário.O espaço fica na Rua Engº Luis Englert, 333.

Como anda o Museu do Carvão, de Arroio dos Ratos?

Em 2016 o Nonada fez uma reportagem sobre as condições do Museu do Carvão, aparato cultural ligado à Secretaria da Cultura do Rio Grande do Sul. Na época, as condições estavam longe de serem das melhores e um processo de revitalização que estava parado na época. Agora, em 2019, o Ministério Público promoveu uma reunião em busca de soluções para a manutenção e a conservação do Museu. O promotor de Justiça de São Jerônimo Fernando Sgarbossa juntou  um grupo de representantes de órgãos e instituições.

A empresa Copelmi Mineração já havia realizado diversas obras no museu por meio de termo de cooperação. Porém, o termo encerrou em 2017 e não houve renovação. Os representantes do Estado informaram que estão em busca de parcerias com o setor privado ou até mesmo renovação com a Copelmi. A empresa reafirmou a disposição em auxiliar na manutenção.