Foto: divulgação

O Nonada – Jornalismo Travessia realiza uma série de entrevistas com os candidatos e candidatos à prefeitura de Porto Alegre. As perguntas têm como foco o setor cultural e os direitos humanos. Nesta entrevista, quem responde é o candidato João Derly (Republicanos). 

Nonada – Para o senhor, o que é cultura e qual o papel do Estado no fomento do setor?

João Derly – Cultura é base da educação e parte importante da formação de todo cidadão. Entendo que o estado deve atuar incentivando a cultura e a promovendo, também.

Nonada – Quem vai ser o secretário ou secretária da pasta caso seja eleito?

João Derly – Não temos nomes. Primeiro a gente disputa e vence a eleição, depois pensa em nomes.

Nonada – Quais serão as prioridades da pasta na sua gestão? Que política deve adotar em relação aos equipamentos culturais do município?

João Derly – Queremos recriar os espaços de cultura da cidade. Vamos, também, ter editais para que produtores locais possam usar o Araújo Vianna nas datas que são disponibilizadas para a Prefeitura. Vamos lançar, ainda, a ideia de um Festival Nacional de Teatro Escolar, com realização aqui em Porto Alegre. Vamos sempre priorizar artistas locais para os eventos promovidos pela Prefeitura.   

Nonada – O Fumproarte, de acordo com a Lei 7.328, deveria receber anualmente o mesmo valor destinado ao Funcultura. O senhor reativará os repasses ao fundo? E quanto a realizações de editais para os artistas?

João Derly – O Fumproarte sempre foi um importante instrumento de fomento da cultura local. E nosso intuito é retomá-lo, valorizando os artistas porto-alegrenses.

Nonada – Quais políticas o senhor pretende adotar com relação aos direitos das mulheres e do público LGBT?

João Derly – Porto Alegre é uma cidade diversa e que tem o respeito como marca. Não vamos tolerar violência, racismo e intolerância. E vamos implementar um Centro de Referência de Atenção à População LGBTQI+ com ambulatório.

Nonada – A cultura negra sempre foi muito forte em Porto Alegre, embora com pouco incentivo, inclusive com a falta de reconhecimento oficial dos quilombos urbanos, por exemplo. Como o senhor vê a cultura afro-gaúcha em Porto Alegre e o que pretende fazer para fomentá-la?

João Derly – Vejo pouca valorização e o destaque merecido. Nossa ideia é fomentar projetos que valorizem a história não só dos quilombos – que a maioria da população sequer sabe da existência –, mas de toda a cultura afro. Isso passa, por exemplo, pela descoberta de talentos da música, do teatro, das letras. Garantir o acesso à cultura para todos é uma de nossas metas.

Nonada – Apesar de existirem 23 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, as políticas públicas de acessibilidade cultural ainda engatinham. O senhor pretende incluir o direito das pessoas com deficiência de terem acesso à arte na sua gestão? De que forma?

João Derly – Em 2013, participei de uma iniciativa sensacional do Instituto AME: a exposição Cinco Sentidos, que expôs maquetes táteis de Porto Alegre de fotos de atletas. Uma das fotos era minha. Ali vi de perto o impacto da arte acessível. E em nosso programa de governo, a acessibilidade tem destaque grande. Vamos ter a Secretaria de Acessibilidade e dos Idosos, que trabalharão fortemente na inclusão e na garantia de acessibilidade total a todos que vivem em Porto Alegre.

 

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