Obra de Gil Vicente da série "Inimigos"

Quem visitar a Bienal de Artes de São Paulo, que estará aberta à visitação no parque Ibirapuera a partir do próximo sábado, dia 25, vai se deparar com um encontro essencial: da arte com a política. Com o lema “Há sempre um copo de mar para o homem navegar”, do poeta alagoano Jorge de Lima, o evento propõe um preenchimento com provocações políticas do vazio que foi deixado pelas edições anteriores.

Ao contrário do que aconteceu em 2008, ano em que a Bienal sofreu um corte orçamental pouco antes da inauguração, deixando muitas dívidas, neste ano o investimento praticamente triplicou: R$ 30 milhões estão garantidos para as exposições. A atual gestão, eleita em meio à crise que já durava aproximadamente uma década, conseguiu saldar as dívidas e propor trajetos pelo pavilhão que é palco do evento com artistas renomados.

E a discussão sobre política já se refletiu na cobertura que a mídia está fazendo do evento. A polêmica gerada pelo trabalho do pernambucano Gil Vicente ganhou espaço nas notícias sobre a 29ª Bienal de Arte de São Paulo. O artista homônimo do célebre escritor português foi foco de críticas por parte da Ordem de Advogados do Brasil, devido à suposta apologia ao crime: sua série de autorretratos em tamanho natural o mostra matando líderes mundiais como presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Papa Bento XVI e rainha Elizabeth II. Chama-se “Inimigos”, e a OAB não conseguiu tirá-la da mostra.

A entrada na Bienal é gratuita e vai até o dia 12 de dezembro. São cerca de 850 obras de 159 artistas, entre nacionais e internacionais, distribuídas nos três andares do pavilhão Ciccillo Matarazzo. Mais informações podem ser obtidas no site do evento www.fbsp.org.br

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