Fotos: Fernando Halal (http://www.flickr.com/photos/fernandohalal)

Damn Laser Vampires fez show no Beco para divulgar o clipe de "Hit me Like a Man"

Quem ainda não viu um show da Damn Laser Vampires está perdendo a oportunidade de ter uma experiência única. Em um universo de bandas gaúchas influenciadas por Beatles e Rolling Stones, Ronaldo Selistre (vocais e guitarra), Francis K (guitarra) e Michel Munhoz (bateria) se destacam apresentando algo raro no rock sulista: uma mistura bem feita de psychobilly, punk, new wave e outros estilos (inclusive polka, na sensacional “Graveyard Polka”). Quem foi ao Beco no dia 3 de dezembro pôde testemunhar o quão intensos são os shows do grupo e ainda conferir a estreia do clipe de “Hit me Like a Man”, faixa que estará presente no segundo álbum da DLV, Three-Gun Mojo, previsto para sair em fevereiro do ano que vem.

Apesar de cantar em inglês e ser adepta de um som completamente diferente do que as emissoras de rádio preferem tocar, a banda gaúcha tem um público fiel, que promove insanas rodas de pogo enquanto o trio faz um barulho dos infernos (literalmente?). O grupo mostra um tesão incrível pelo que faz, e desde o início da apresentação, com a já clássica “Louvre”, mostra que os elogios recebidos pela mídia nacional não são injustificados.

Além do som empolgante, trio também causa impacto visual

Com todo o respeito aos baixistas, o instrumento de quatro cordas não faz falta na massa sonora feita pela Damn Laser Vampires. As melodias cortantes das guitarras do casal Ron Selistre e Francis K unem-se perfeitamente aos tambores de Michel Munhoz, e as lacunas que poderiam existir pela ausência de um baixo simplesmente não têm a possibilidade de aparecer. Um bom exemplo é a instrumental “House of the Flying Bottles”, que parece saída de um filme de Quentin Tarantino.

O universo dos filmes B de terror e quadrinhos underground (todos na banda são desenhistas) impera em músicas como “Bracadabro” e “Everybody Get Stoned”. Até mesmo a inusitada “Boom Shack-A-Lak”, cover de um sucesso dos anos 90 do Apache Indian, quando tocada pela DLV, se torna pesada e macabra. A influência do cinema e das HQs faz com que o impacto não seja apenas sonoro, mas também visual. Os figurinos dos caras são geniais, com destaque para as vestimentas vampirescas de Francis K.

Alguns aperitivos do segundo disco – a já citada “Hit me Like a Man” e “Creepy Thing” – dão indícios de que o sucessor de Gotham Beggars Syndicate promete. Resta contar os dias agora para que fevereiro chegue logo e esperar que Three-Gun Mojo cumpra a expectativa provocada por esse show espetacular.

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