Por Carolina Teixeira (www.about.me/teixeiracarol)

Fotos: Ita Pritsch (http://www.flickr.com/photos/itapritsch

O músico esbanjou simpatia

“O começo dos anos 70 foi um momento de glória, prometo agora contar, sem medo, os Novos Baianos entram no trem da história e não podiam parar”. Foi declamando um cordel que conta a trajetória do grupo baiano em forma de versos que Moraes Moreira subiu ao palco do Opinião (José do Patrocínio, 834) na última quinta-feira para apresentar o show comemorativo aos 40 anos do Acabou Chorare, um dos discos mais importantes da música brasileira.

 Nem o atraso de quase uma hora para o início do espetáculo diminuiu a empolgação do público – jovem, na maioria – que lotou a casa. Acompanhado de seu filho Davi Moraes, guitarrista, e da banda de apoio (no pandeiro, Reppolho; na bateria, Cesinha ; no baixo, Augusto Albuquerque; e nas guitarras, Marcos Molleta), o músico foi recebido por uma platéia em êxtase. Os primeiros acordes de “Besta é Tu” provocou uma catarse nos presentes. Uma das faixas mais conhecidas do disco, lançado em 1972, o samba rasgado fez todos dançarem e cantarem exaltados o refrão que pergunta “Por que não viver este mundo se não há outro mundo?”.

 O show seguiu com “Brasil Pandeiro” e “A Menina Dança”, sempre acompanhado em coro, com muita dança e aplausos. Davi assumiu os vocais em “Swing de Campo Grande” e, logo depois, cantou com o pai a bossa “Acabou Chorare”, que dá nome ao álbum. Ainda vieram “Mistério do planeta”, que ganhou um solo especial de Davi – o instrumental empolgou a plateia, que formou uma roda para dançar no meio da casa -, “Tinindo trincando”, “Bilhete pra Didi” e a romântica “Preta pretinha”.

Além de tocar as nove faixas do álbum, Moraes ainda declamou trechos de ‘A História dos Novos Baianos em Cordel e Outros Versos’, de autoria dele, e lembrou sucessos de sua carreira solo como “Lá vem o Brasil”, “Sintonia”, “Forró do A B C”,  “Eu também quero”, “Bloco do prazer”, “Coisa acesa” e “Pombo correio” e uma versão da música “Maracatú Atômico”, composição de Nelson Jacobina e de Jorge Mautner, que fez bastante sucesso com a regravação da Nação Zumbi, na década 90 . Sem deixar de aplaudir e venerar o novo baiano, a animação da plateia deu uma baixada neste segundo momento do show.

Porém, a calmaria não durou muito. Davi Moraes se empolgou, pulou do palco e tocou justamente “Maracatú Atômico” no meio da platéia, que foi ao delírio. A empolgação foi aumentando e chegou ao ápice no fim do show, com “Festa do Interior”, que transformou o Opinião em uma imensa quadrilha. Ao fim de quase duas horas de show, com muito samba, rock e bossa nova, o que se vê é que 40 anos depois o legado dos Novos Baianos continua tinindo trincando e fazendo as meninas – de várias gerações – ainda dançarem de olhos fechados.

 Veja todas as fotos do show aqui: http://www.flickr.com/photos/itapritsch/sets/72157633345495385/

Comentários

comentários

Powered by Facebook Comments

Deixar um comentário

Não há comentários nessa página ainda. Vamos começar essa conversa!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *