No Festival Unimúsica, a irreverência dita a regra

O músico Arrigo Barnabé abre a temporada do Festival Unimúsica de 2015 (Crédito: Gal Oppido)

O músico Arrigo Barnabé abre a temporada de apresentações (Crédito: Gal Oppido)

Com 34 anos de história, o Festival Unimúsica, realizado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), elegeu como tema para a edição de 2015 a irreverência. O primeiro a se apresentar é o músico Arrigo Barnabé nesta quinta-feira (11) a partir das 20h no Salão de Atos, da universidade. Nesta quarta (10), no mesmo horário, tem uma entrevista aberta com o artista, que será realizado pelo também músico Arthur de Faria, no Salão II do Salão de Atos da Ufrgs.

O Unimúsica foi criado em 1981 pela pró-reitoria de extensão da época com o objetivo de criar um espaço de amostragem para a produção de alunos da universidade. Mas o que estava por trás da ideia era desfazer o abismo existente entre a comunidade universitária e a administração central, segregada por causa da ditadura militar. Com concertos semanais, o projeto deu muito certo – até surpreendeu os organizadores – e já nesse mesmo ano se abriu para a sociedade no geral. Ele foi tão importante para a Ufrgs que deu origem a outros projetos, como o Unicena, para o teatro, e o Unidança, para a dança, ambos já extintos.

Depois o festival foi suspenso em 1986 por causa de mudanças na gestão. Em 1989, foi retomado, mas foi suspenso de novo e só voltou definitivamente em 1993, com concertos mensais. Em 2004, o Unimúsica passou a ter um tema específico a cada edição, e o primeiro foi Piano e Voz. Paralelamente aos concertos temáticos, surgiu a ideia de oferecer algo mais ao público – workshops, encontros com o artista, seminários, debates. E esse é o formato que permanece até hoje.

Irreverência em debate

Wander Wildner é o único gaúcho desta edição do Unimúsica (Crédito: Fernanda Chemale)

Wander Wildner é o único gaúcho desta edição do Unimúsica (Crédito: Fernanda Chemale)

A curadora e coordenadora do evento, Lígia Petrucci, explica que a escolha pela irreverência foi por dois motivos. “Em parte, porque a gente sempre procura apresentar um tema que se contrapõe um pouco com o que foi trabalhado no ano anterior. Mas também porque acho que seja oportuno no momento em que a gente está vivendo, em que a gente tem tantas manifestações inimagináveis de preconceito, de movimentos de direita ganhando força na Europa e aqui”, diz. Então, eles resolveram dar espaço para esses artistas que vão na contramão disso tudo. Completam a seleção, os músicos Jards Macalé, Wander Wildner, Luiz Melodia, Carlos Careqa e Tom Zé. Em comum, os trabalhos com teor de crítica social, a inquietude e a defesa do pensamento livre.

O único gaúcho a fazer parte do Festival desse ano é Wander Wildner. Ex-Replicantes e com sólida carreira solo, ele diz que acha o Unimúsica muito interessante e que já viu vários shows do projeto. “É muito legal ver artistas tão importantes em nossa cidade e com um valor de ingresso significativo, que possibilita um público bem abrangente. Fico super orgulhoso de estar junto de outros artistas que admiro muito e que me influenciaram”, afirma.

Confira mais detalhes da programação:

ENTREVISTAS ABERTAS
(sempre às 20h, com exceção do dia 05 de novembro, que será às 16h no dia do concerto.)

10/06 – Arrigo Barnabé

01/07 – Jards Macalé

05/08 – Wander Wildner

02/09 – Luiz Meolodia

21/10 – Carlos Careqa

05/11 – Tom Zé

CONCERTOS

11/06 – Arrigo Barnabé

02/07 – Jards Macalé

06/08- Wander Wildner

03/09 – Luiz Melodia

22/10 – Carlos Careqa

05/11 – Tom Zé

Os ingressos custam 1kg de alimento não perecível e podem ser adquiridos no Salão de Atos da UFRGS (Avenida Paulo Gama, 110) ou pelo site www.difusaocultural.ufrgs.br.

 

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