Finalmente, chegou o momento de assistir ao episódio VII da saga Star Wars. Já conferimos e escrevemos para vocês aqui o que achamos! Deixe sua opinião nos comentários.

Texto Júlia Manzano

Depois dos episódios I, II e III, que dividem opiniões, o anúncio de uma nova sequência de Star Wars, que se passaria 30 anos após os eventos acontecidos em O Retorno de Jedi (1983), trouxe sentimentos complexos. De um lado, empolgação por reviver o universo criado por George Lucas na década de 70. De outro, medo que a obra não conseguisse contemplar o que se esperava da continuação. Porém, J. J. Abrams confirmou o que há tempos vinha aparecendo nas telas: ele é um diretor talentoso.

Rey e Finn demonstram muito carisma em tela (Crédito: Disney/Divulgação)
Rey e Finn demonstram muito carisma em tela (Crédito: Disney/Divulgação)

No filme, somos apresentados a uma nova gama de personagens que interagem organicamente com os nomes que já conhecíamos da trilogia original (episódios IV, V e VI). Em O Despertar da Força, a Primeira Ordem é um grupo remanescente do Império e deseja extinguir os Jedi para controlar a galáxia. Contra eles, há a Resistência, que tenta manter a República e o balanço da força. A dinâmica entre os dois grupos parece refletir o que ocorria no primeiro filme, entre Império e Rebeldes. Porém, uma personagem do próprio filme defende que essa é a luta que sempre existiu: entre a Luz e o Lado Sombrio, justificando o que poderia ser encarado como uma possível repetição dentro do universo.

Rey (Daisy Williams), uma jovem catadora de lixo do deserto, é uma das novas personagens. Seu passado é misterioso, e ela mora em Jakku, um planeta desértico. A garota parece seguir exatamente os passos do jovem Skywalker, inclusive no que diz respeito à Jornada do Herói. Porém, ela é ainda mais sozinha, coletando peças em naves abandonadas no deserto por comida e esperando por uma família que há muito tempo partiu e nunca mais voltou. Ao encontrar Finn (John Boyega), um ex-stormtropper, a jornada de ambos para proteger o andróide Bb-8 (Brian Herring e Dave Chapman) começa. O andróide carrega informações confidenciais e essenciais para a vitória da resistência (vê o paralelo?) e cabe aos dois entregá-los na base. Mas volto a reforçar: o filme soa muito mais como homenagem do que como repetitivo, nos apresentando novos personagens, novos planetas, novas dinâmicas e muito humor.

Em questões de representatividade, o longa acerta. Sua dupla de protagonistas é composta por uma heroína mulher e um herói negro, que dividem a tela com os já conhecidos personagens do universo. A dinâmica com os veteranos é muito boa, mostrando a capacidade de integração do novo com o antigo no universo Star Wars.  Rey será um exemplo para todas as gerações de fãs – mais um indício de que as mulheres dentro desse universo têm muita força e espaço (mesmo que o merchandising da Disney não pense assim, disponibilizando pouquíssimas bonecas das figuras femininas). Ela é íntegra e corajosa, não hesitando em defender os que ela chama de amigos. E Finn é engraçado e ético, conseguindo romper com uma criação extremamente condicionada a obedecer aos comandos da Primeira Ordem e fugindo para viver de acordo com o que realmente acredita.

E é claro que Star Wars precisaria de um bom vilão.

Kylo Ren no lado sombrio da força (Crédito: Disney/Divulgação)
Kylo Ren no lado sombrio da força (Crédito: Disney/Divulgação)

Kylo Ren (Adam Driver) é diferente de Vader ou Maul. Enquanto os outros dois eram pacientes e calculistas, Kylo Ren soa mimado, imaturo e arrogante, sendo guiado mais pelo seu desejo de poder do que por um plano.

O filme também consegue estabelecer paralelos com a saga original sem soar óbvio para o espectador. Ele faz referências sem apelar para os risos fáceis, nos surpreendendo com detalhes ao longo da projeção, que emocionam e comovem os já fãs de Star Wars. E se a isso somamos a sempre correta trilha de John Williams, torna-se impossível não encher os olhos de lágrimas em certas sequências.

J.J. Abrams com sua direção certeira mostra que conhece aquele universo como a palma da mão. Respeitoso com as trilhas, os tempos, as emoções e o caráter de cada personagem, conseguimos ver e lembrar de todos como eles eram a partir do roteiro do diretor com Lawrence Kasdan e Michel Arndt. Logo, é uma experiência maravilhosa e nostálgica assistir ao novo Star Wars: O Despertar da Força. Chewie, nós estamos, definitivamente, em casa.

Texto Rafael Gloria

Vamos direto ao ponto: O Despertar da Força não desaponta em dar sequência para a saga mais famosa do cinema. E isso já é uma grande coisa. J.J. Abrams tinha a enorme responsabilidade de apresentar a saga para uma nova geração que não conhece a série e ainda agradar também todos os fãs – que convenhamos não são poucos. Logo, nesse sentido, o filme é muito respeitoso com o universo, e ainda dá uma série de fan service para os mais aficionados. Talvez seja um pouco respeitoso demais, porém…

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Han Solo e Chewie “iniciam” os novos personagens na série (Crédito: Disney/Divulgação)

A nova dupla Rey (Daisy Ridley) e Finn (John Boyega) funciona muito bem. É interessante ver a relação deles, principalmente na apresentação, quando se encontram pela primeira vez (o lance de puxar um ao outro, a dependência). Aliás, há muito ecos e rimas com os filmes passados nesse enredo. De certo ponto, talvez isso seja algo negativo, porque, para não desagradar ninguém, me parece que apostaram em praticamente repetir a história dos originais. Há um novo império, há um wannabe Darth Vader na figura de Kylo Ren (Adam Driver). Principalmente o “lado mau da força” não se mostra muito criativo. É uma pena, mas acredito que esse é um dos pontos que deverão ser mais explorados nos próximos filmes, já que este não responde a praticamente nenhuma pergunta.

O lado “Jedi da força” é mais cativo, muito devido a esse novos protagonistas e também ao retorno dos antigos personagens, que aqui servem para nos mostrar que aquilo é real, que a FORÇA existe. Sim, porque **Spoiler Alert** Luke Skywalker está desaparecido. E Leia deseja encontrar o seu irmão para ajudar a combater o lado mau da força que despertou **Fim do Spoiler** . Despertar é outra palavra que une o filme. A força jedi de Rey despertou, a consciência de Finn (até então um stormtrooper) despertou, e Ren despertou para o lado mau da força. Gostei particularmente do papel de Han Solo, que, além de ajudar a situar os novos personagens no universo, também é muito fiel a sua origem: contrabandista, meio sacana, mas totalmente carismático.

Para concluir, O Despertar da Força é superior a toda a trilogia “nova”, dos anos 2000, e acredito que mantenha o nível da original. É o mesmo universo e uma história semelhante, chegando para a nova geração e também para a antiga. Que a força continue com todos nós por muito tempo.

 

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