Antes de termos como “emergência climática”, “racismo ambiental” ou “transição energética justa” se popularizarem no debate público, secas, cheias, queimadas e territórios em disputa já apareciam na música feita na Amazônia. Em muitos casos, não como discurso técnico, mas como parte da vida cotidiana de quem canta, dança, constrói instrumentos, participa de festas populares e depende diretamente da natureza para manter seus modos de vida.
Nas toadas de boi-bumbá, no rap, no carimbó, nas aparelhagens, nas composições de artistas indígenas e nas sonoridades nascidas entre comunidades ribeirinhas, urbanas, extrativistas e periféricas, a relação com o ambiente aparece tanto como celebração quanto como alerta.
No Brasil, o desmatamento responde por 46% das emissões de gases de efeito estufa, segundo levantamento do Observatório do Clima publicado em 2023. É justamente sobre a necessidade de preservação da Amazônia, maior floresta tropical do mundo, que cantam os artistas e mestres do norte do país.
Este projeto conta as histórias de quem trava essa luta cantada há pelo menos 3 décadas. Confira abaixo a reportagem em texto e vídeo, e uma playlist especial com os artistas.
Mini documentário:
Reportagem:
Playlist:
Reportagem: Lucas Veloso | Edição de vídeo: Madylene Barata | Coordenação: Anna Ortega | Identidade visual: Matheus Aguiar | Idealização: Thaís Seganfredo
