O projeto Patrimônio Vivo: as histórias e memórias de mestres de cultura do Rio Grande do Sul visa a pesquisa, valorização e difusão dos saberes e práticas de mestras e mestres detentores dos bens imateriais do Rio Grande do Sul, com um enfoque especial na preservação de tradições orais e na promoção da educação patrimonial. O projeto se propõe a documentar e conservar o legado imaterial de mestres da cultura popular, assegurando que esses conhecimentos e práticas essenciais sejam preservados e transmitidos para as futuras gerações.
Cada entrevista busca documentar e registrar a história de vida, as práticas culturais e os saberes desses mestres, com o objetivo de criar um material que combine texto e fotografia para oferecer um panorama abrangente e acessível de suas contribuições culturais.
Os livros serão doados a escolas públicas e bibliotecas comunitárias do estado, mas também podem :ser acessados online!
350 livros doados a estudantes e educadores
33 escolas públicas contempladas com o livro
R$ 11.400 em premiação aos mestres e mestras
Leia o livro abaixo ou acesse o PDF aqui:
Patrimônio Vivo
Educativo
O diálogo com escolas públicas é um cerne do projeto Patrimônio Vivo, com o objetivo de unir a ancestralidade dos mestres e a força da juventude, em especial jovens do Ensino Médio. Por isso, o projeto contratou três dos mestres homenageados para realizarem oficinas em três escolas públicas de Porto Alegre. Os alunos e alunas das turmas também receberam o livro para levar para casa. Além disso, projeto abriu chamada pública para selecionar 30 escolas públicas e bibliotecas comunitárias para receberem um exemplar do livro para compor seus acervos.
Veja aqui a lista de escolas públicas e bibliotecas comunitárias contempladas com o livro.
Mestres e mestras homenageadas
Nesta edição, homenageamos mestres que são guardiões e guardiãs do patrimônio cultural afro-gaúcho e também mestres que encantaram-se, deixando seus legados para as próximas gerações. Saiba quem são:

Com linha, agulha e contação de histórias, ela preservou o legado da cultura popular negra em Pelotas


Como as águas, sempre em movimento, ela articula cultura popular e a religiosidade de matriz africana para fortalecer sua comunidade na Ilha da Pintada, em Porto Alegre


Percussionista, compositor e co-fundador de uma escola de samba em Pelotas, foi guardião e entusiasta do imponente tambor afro-gaúcho, o sopapo


Referência na capoeira, nos tambores e na pesquisa das culturas africanas, ele ensina línguas, como Iorubá, Quimbundo e Lingala


Curandeiro e benzedeiro, ele ensinou a sabedoria das ervas para gerações da comunidade quilombola que carrega seu nome no Vale do Taquari


Defensora da educação e da memória negra em Porto Alegre, ela presentifica a cultura afro-brasileira nas ruas e avenidas da capital


Memória viva do carnaval porto-alegrense, Cláudio Vieira carrega no corpo a história de uma das escolas de samba mais tradicionais do estado


Em trajetória marcada por espetáculos, desfiles, e um legado cultural no Instituto Afro-Sul Odomodê, ela desenvolveu um sotaque para a dança afro-gaúcha

