Em comemoração ao dia mundial do rock, os editores do Nonada Daniel Sanes, Paulo Finatto e Rafael Gloria escolheram os seus três álbuns favoritos no gênero. Concorda? Quais são os seus?

Daniel Sanes

Ramones – Rocket to Russia (1977)

“Minha banda favorita de todos os tempos. Podem dizer que o som é tosco ou infantil, mas meu amor pelo Ramones é incondicional – tanto que tenho uma tatuagem no braço direito com o símbolo do grupo. Este disco é a síntese do melhor do punk rock, a despeito de Clash e Sex Pistols terem feito mais sucesso.”

Ouça: Sheena is a Punk Rocker

Motörhead – No Sleep ‘Till Hammersmith (1981)

“O álbum ao vivo mais barulhento da história – e, mesmo assim, chegou ao número 1 das paradas britânicas! Lemmy Kilmister é uma lenda viva e, se tinha alguém que eu queria conhecer pessoalmente, era ele. Este ano paguei mico de tiete e tirei uma foto com o cara em Floripa…”

Ouça: Ace of Spades

AC/DC – Highway to Hell (1979)

“Amo AC/DC com qualquer formação, mas este último disco com o finado vocalista Bon Scott é simplesmente maravilhoso. Logo depois entrou o Brian Johnson e os caras lançaram o Back in Black, o álbum mais vendido da história do rock. Ah, não pode botar mais um na lista?”

Ouça: Highway to Hell

Rafael Gloria

Foo Fighters – The Colour and the Shape (1997)

“O disco que me ajudou a passar no vestibular.  No derradeiro ano de 2006, quando passei boa parte trancando estudando, a música era uma grande companhia. Ouvia esse CD do Foo Fighters direto. Me entusiasmava demais. Inclusive na semana da prova no – quase finado – discman. Puta som. Dave Grohl já sabia alinhar muito bem a sensibilidade do pop com um ritmo mais pesado.”

Ouça: Everlong

The Strokes – Is This It (2001)

“Só percebi o impacto desse álbum em minha vida quando resolvi aprender a tocar baixo para entrar em uma banda. Faltava um baixista no conjuntos que os amigos estavam formando e resolvi tentar. Na verdade, eu só queria estar uma banda para tocar Strokes. E se um CD que te leva querer aprender um instrumento não é importante, então eu não sei mais de nada.”

Ouça: New York City Cops

The Beatles – Sgt. Peppers Lonely Hearts Club Band (1967)

“Sargent Peppers é mitológico. Além de ser um álbum conceitual, há toda a história do mito “Paul Is Dead”, que a capa explora maravilhosamente. Falando na capa, é um trabalho de arte, tida como uma das melhoras já feitas. Esse álbum foi o ápice da música pop em todos os sentidos, e me abriu a cabeça para tudo que ela pode proporcionar.”

Ouça: A Day in the life

Paulo Finatto

Queen – A Night at the Opera (1975)

“Por mais inexplicável que possa parecer, os dois primeiros – e ótimos – discos do Queen não conquistaram o sucesso que mereciam no início dos anos 70. Porém, a partir de “A Night at the Opera” as coisas realmente mudaram a favor de Freddie Mercury & Cia. A grandiosidade das melodias e a riqueza de detalhes impressionam de imediato. Não é por acaso que esse álbum é considerado a obra-prima do grupo e, em minha opinião, um dos repertórios definitivos do rock de todos os tempos.”

Ouça: Bohemian Rhapsody

Deep Purple – Machine Head (1971)

“Os headbangers de carteirinha – classe em que eu perfeitamente me incluo – certamente guardam com enorme carinho as bandas que ajudaram a consolidar o gênero mais pesado e obscuro do rock. O álbum “Machine Head”, lançado pelo Deep Purple, influenciou um número imenso de bandas que cresceriam a partir da década seguinte, sobretudo sob a bandeira da New Wave of British Heavy Metal. As guitarras nervosas de Ritchie Blackmore aliadas ao piano de Jon Lord ajudaram a construir a identidade do heavy metal na sua versão mais clássica.”

Ouça: Smoke on the Water

Lynyrd Skynyrd – Pronounced Leh-nerd Skin-nerd (1973)

“Com influências da country music e do rock britânico – de bandas como The Rolling Stones e Yardbirds –, o primeiro álbum do Lynyrd Skynyrd marcou o início southern rock nos Estados Unidos. A banda, que conquistaria enorme sucesso nos anos seguintes, possui uma imensa massa de fieis seguidores ao redor do mundo, assim como eu. Dos sete integrantes que registraram o disco, apenas Gary Rossington e Ed King (guitarras) e Bob Burns (bateria) continuam vivos.”

Ouça: Free Bird

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Jornalista, mestrando em Comunicação na Ufrgs e Editor-Fundador do Nonada - Jornalismo Travessia. Acredita nas palavras e nas pessoas. Twitter: @rafaelgloria
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