Cineasta teve pena confirmada pelo Tribunal de Apelações de seu país (Crédito: divulgação)

Em dezembro do ano passado Jafar Panahi, diretor iraniano de cinema, foi condenado pelo governo de seu país a seis anos de prisão, assim como o colega Mohammad Rasulov. Ambos foram acusados de propaganda contra o regime, e apelaram da decisão. Porém o Tribunal de Apelações do Irã confirmou a pena de Panahi, que fica também proibido de realizar filmes durante vinte anos, viajar ou dar entrevistas, segundo informação dada no último sábado por um membro de sua família à AFP. Rasulov, por outro lado, teve a pena reduzida para um ano de prisão.

O cineasta condenado tem atualmente 51 anos e é um dos realizadores iranianos mais conhecidos e premiados no exterior. Dirigiu diversos filmes sobre a repressão no Irã, e teve o seu trabalho reconhecido em alguns dos mais importantes festivais de cinema. Cannes e Veneza, inclusive, o escolheram como convidado de honra, organizaram homenagens ou passaram retrospectivas de sua obra.

As detenções fazem parte de uma ação contra a oposição iniciada pelo regime iraniano em junho de 2009, devido a protestos contra a reeleição do presidente do país, Mahmoud Ahmadinejad. O que autoridades chamaram de “transmitir imagem negativa do país” tornou-se crime. Recentemente a atriz Marzieh Vafamehr foi condenada a um ano de prisão e 90 chicotadas por ter participado num filme sobre as dificuldades dos artistas enfrentam no Irã, por exemplo.

A chefe da diplomacia europeia, Catherine Ashton, considerou a condenação “incompatível com os compromissos internacionais do Irã no que se refere aos direitos humanos”. O sistema judicial iraniano é controlado por uma das linhas mais duras do regime.

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