veredas-banner-300x300px (1)Quem são as escritoras negras gaúchas? A pergunta foi feita durante meses por mim a dezenas de pessoas do circuito literário e acadêmico do Rio Grande do Sul. Como resposta, quase sempre, enxergava uma expressão reticente da interlocutora ou do interlocutor. Percebi com espanto – e certa dose de ingenuidade – que a pergunta correta a ser feita era por que não conhecemos as escritoras negras gaúchas?

Optei por fazer um recorte sucinto, buscando informações na tentativa de traçar um panorama das escritoras publicadas ou reconhecidas a partir dos anos 1980. Ainda que tenha sido a minha intenção inicial, não foi possível resgatar toda a trajetória das autoras negras do Estado. Justamente porque não encontrei especialistas que pudessem traçar um panorama da escrita das primeiras mulheres negras na história da literatura gaúcha. Contatei pessoas ligadas à área das Letras e da História, e os dados são quase inexistentes.

Foram inúmeras as consultas que fiz à mestre em História (Ufrgs) Camila Petró, que já pesquisou sobre a Academia Literária Feminina do RS (ALFRS) Ela diz que a dificuldade de se localizar escritoras negras diz respeito às fontes. Isso porque muitas dessas autoras não teriam condições de bancar uma publicação própria, como a maioria das acadêmicas da ALFRS. “Para buscar [informações sobre escritoras negras gaúchas], só indo muito a sebos e buscando por manuscritos, talvez. Não é sempre que encontramos uma Carolina [Maria] de Jesus [1914-1977] por aí, com livros publicados de maneira formal”, me fala Camila, explicando que outras fontes viáveis de consultas são revistas, jornais, “coisas soltas e esparsas”.

É difícil encontrar até mesmo reportagens na internet a respeito das autoras negras gaúchas e as suas obras, o que certamente indica certo descaso ou desconhecimento da mídia e crítica. As informações que localizei constavam em blogs pessoais ou então naqueles pertencentes a movimentos negros.

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Lilian Rocha, Ana dos Santos e mostram seus livros (Foto: Maia Rubim/Nonada)
Taiasmin Ohnmacht, Ana dos Santos e Lilian Rocha mostram seus livros (Foto: Maia Rubim/Nonada)

por Priscila Pasko
fotos: Maia Rubim e Lidiane Bach

A poeta Lilian Rocha foi a primeira entrevistada com quem me encontrei. Ela pontuou que existem, sim, muitas mulheres negras escrevendo, no entanto, um dos motivos de parte delas não publicar está no bolso. “A questão da publicação – não só das mulheres negras, mas principalmente – delibera dinheiro, o que muitas vezes essas escritoras não possuem”, explica.

Sendo assim, a divulgação do trabalho das poetas concentra-se na oralidade, ou seja, em espaços culturais e em eventos nos quais as mulheres negras produzem. “A maioria não tem nada publicado. Guarda em seu caderninho, em sua agenda, exibe em clubes sociais negros”, comenta Lilian, que participa ativamente do Sopapo Poético – Ponto Negro da Poesia, sarau promovido mensalmente em Porto Alegre. Além de integrar diversas antologias, Lilian publicou A vida pulsa (Editora Alternativa, 2013) e Negra Soul (Editora Alternativa, 2016).

Mesmo que a escritora consiga lançar um livro, ela encontrará outros entraves. Lilian diz que, para vender, é preciso que a obra esteja disponível em uma livraria – considerando que não são todas que manifestam interesse na literatura de autoria negra. “E, se tiver, geralmente [o livro] está lá atrás. O vendedor nem sabe onde é a prateleira da literatura negra ou se existe aquele escritor. Até conseguimos escrever, mas como vender a obra?”, indaga Lilian.

Aliás, a busca de táticas para promover nas livrarias a literatura de autoria negra é um assunto recorrente entre os escritores deste grupo. Deve-se catalogar ou destinar um espaço entre as prateleiras da loja? Os livreiros conhecem tal definição? O poeta, músico e crítico literário Ronald Augusto, por exemplo, é simpático à denominação “vertente negra da literatura brasileira”. De qualquer forma, para ele, o empecilho se traduz na dificuldade em se aceitar o preconceito e de não saber lidar com isso. “O problema não é o livro. Eles não sabem é onde colocar o negro na cultura e na sociedade brasileira”, analisa Ronald, parafraseando o geógrafo Milton Santos.

Que escrita é essa?

Eliane Marques_aCrédito_Lidiane Bach Leandro Yohana
Poeta, Eliane Marques venceu o prêmio Açorianos de Literatura da categoria com o livro ‘e se alguém o pano’ (Foto: Lidiane Bach/Nonada)

Quando perguntei à poeta Eliane Marques sobre a produção das escritoras negras gaúchas, ela me devolveu outros questionamentos, como “o que os complementos mulher e negra acrescentam à poesia? Para que os textos sejam aceitos é necessário este acréscimo? Será que nós estamos sendo lidas ou procuradas por uma curiosidade e não por um valor que poderíamos acrescentar e trazer à literatura?”. Essas foram as reflexões lançadas por Eliane, vencedora na categoria Poesia do Prêmio Açorianos de Literatura 2016 (RS), com o livro e se alguém o pano (Escola de poesia, 2016).

A poeta lembra que, normalmente, é dito que a poesia negra cobra os direitos de seu povo e o pagamento de uma dívida histórica em relação à escravidão. “Mas poesia negra não é só isso. Existem outras que não são contestatórias e que, por isso, muitas vezes deixam de ser reconhecidas como poesia negra”, adverte Eliane. “Que espaço terão os negros que não se encaixam neste perfil da categoria de poesia em geral e na própria poesia negra?”, pergunta-se Eliane.

Para a poeta e professora de Literatura Brasileira na rede pública estadual Ana dos Santos, ainda se faz necessário ressaltar a cor de quem escreve. “Se tu olhares o cânone literário, vais enxergar apenas escritoras brancas. A Clarice Lispector é escritora, mas a Veralinda Menezes é uma escritora negra”, fala Ana. “Eu preciso dizer que ela é negra porque esta palavra sempre foi ligada a uma questão negativa, pejorativa que a gente precisa ressignificar, trocar de lugar”. Conforme a professora, a cor precisa ser enfatizada “para que um dia ela não precise mais ser usada e que se possa dizer ‘Veralinda é uma escritora brasileira’”.

Entre os concursos nos quais Ana foi premiada como poeta, está o Ministério da Poesia – World Art Friends (Porto, Portugal), onde estreou o seu primeiro livro, Flor (2009). Ela também participou de diversas antologias – a mais recente delas é Sopapo Poético: pretessência (Libretos, 2016).

Lilian Rocha destaca que a temática da poesia negra trata sobre o que é ser mulher, e mulher negra, das dificuldades no trabalho, do companheiro que a abandona sozinha com os filhos, restando a ela o papel de provedora da família. “Mas claro que a poesia fala sobre outros aspectos. O amor está muito presente na escrita das mulheres negras. Negro também ama”, brinca, mencionando outros assuntos tratados pelas poetas, como o cabelo e a beleza da mulher negra, a sua ancestralidade, a religiosidade, as crenças, a cultura, o erotismo e o preconceito racial.

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As portas tombadas da academia

Bem se sabe que, durante séculos, a literatura foi um espaço de tradição e dominação masculina, reflexos que são sentidos até hoje. No caso da mulher negra, além do gênero, ela enfrenta outro preconceito, o de raça e, por vezes, o de classe. Faz sentido, portanto, que tal contexto influencie diretamente na produção literária de mulheres negras, não apenas no Rio Grande do Sul, como no Brasil inteiro.

'Cicatrizes da Escravidão" e "Reinterpretando Silêncios", livros publicados por Olga Pereira
‘Cicatrizes da Escravidão” e “Reinterpretando Silêncios”, livros publicados por Olga Pereira

A escritora, pesquisadora e coordenadora de fomento às Ações Inclusivas do IFSUl (Instituto Federal Sul-Rio-Grandense/Pelotas), Olga Pereira, explica que o período escravagista no Brasil “proliferou o vírus perverso” da depreciação do negro e de sua intelectualidade. Com quatro livros publicados, entre eles Cicatrizes da escravidão: da história ao silenciamento (Um2, 2015) e Reinterpretando silêncios: reflexões sobre a docência negra na cidade de Pelotas, (Nandyala, 2015), Olga diz que reconhecer a ausência de referenciais escritos por mãos negras é admitir o racismo como fator preponderante de negação da intelectualidade desses sujeitos. “Em se tratando da mulher negra, velhos pré-conceitos equivocados tendem a se duplicar velozmente, uma vez que a cor da pele, historicamente conceituada pela erotização, relega a intelectualidade dessas mulheres e, consequente, suas produções literárias”, pontua.

Enquanto a reportagem era produzida, 18 universidades/instituições foram contatadas. Solicitei a indicação de nomes de pesquisadoras (es) que pudessem comentar a respeito da escrita produzida por autoras negras gaúchas. Daquelas que retornaram, apenas cinco apontaram um nome – nenhum deles pertencente à faculdade de Letras da universidade em questão. Isso não revela, entretanto, que não estejam sendo apresentados trabalhos a respeito de escritoras negras brasileiras ou estrangeiras. O que não consegui identificar foi um número significativo de pesquisas e pessoas dedicadas a investigar as autoras negras gaúchas e suas particularidades.

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Lilian participa do sarau de poesia negra Sopapo Poético (Foto: Maia Rubim/Nonada)

Para a professora de Comunicação Daniela Santos, que também atua no projeto de extensão Aruanda, da Feevale, ainda há pouca representatividade da população negra no contexto acadêmico e, consequentemente, poucos trabalhos produzidos sobre a literatura criada por ela. Segundo a professora, enquanto a presença de negros e negras na universidade for tímida, dificilmente serão apresentados estudos acerca da realidade dessa população, que inclui a literatura. Daniela esclarece que os frutos da política de cotas demorarão algum tempo para serem colhidos, já que se trata de uma década frente a 500 anos de história.

Contudo, Daniela não acredita que o escasso debate da escrita de autoria negra deva-se à simples falta de interesse em estudar estes autores e autoras. O interesse sequer é possibilitado, em função da hegemonia cultural. “Uma vez que a produção acadêmica e cultural ainda tem como referência e como enunciador legítimo o homem heterossexual branco de classe média, as vozes de outros grupos sociais seguem sendo tidas como dissonantes, logo, são abafadas”, explica a professora.

De outro lado, Eliane Marques pensa que a mulher negra deve se questionar sobre os lugares que quer ocupar. A poeta diz que não é pelo fato de ser ‘a academia’ que deseja se inserir ou ser reconhecida como tal nesse espaço. “Não é nenhuma crítica à academia, mas ao fato de sermos promotoras da nossa própria posição na sociedade. Não vou ficar dizendo ‘ah, não sou recebida na academia’. Nós precisamos saber em que lugares queremos entrar. Parece que a mulher negra fica numa posição passiva de esperar que seja reconhecida”, adverte Eliane. Ela destaca que é possível construir os próprios espaços e que a mulher negra seja protagonista da sua própria história. “Não vamos esperar que nos abram as portas. Iremos abri-las e, se necessário, arrombá-las”, conclui.

Sendo legitimada ou não, o fato é que a literatura negro-brasileira (termo cunhado pelo escritor e pesquisador Cuti) como um todo segue um caminho à parte do universo acadêmico. Ações promovidas por bibliotecas públicas ou comunitárias, seminários, livrarias mais plurais, projetos de resgate ou de promoção de autoras negras multiplicam-se pelo Brasil. “Penso que é fundamental contar com obras de escritoras negras em nossas livrarias e bibliotecas”, diz Márcia Cavalcante, professora e fundadora da Ong Cirandar, que atua no fortalecimento de bibliotecas comunitárias em Porto Alegre e outras cidades do RS. “Primeiramente porque temos boa literatura, de muita qualidade e que não são conhecidas, pois não há interesse ou esforço em reconhecê-las como importantes. Segundo, porque quando isso não acontece revela uma grande falha em relação a equidade de nossa cultura, história e arte brasileira.”

A cidade de São Paulo conta com uma iniciativa bastante focada: a Livraria Africanidades, espaço que dialoga com matrizes afro-brasileiras e feministas. A proprietária, Ketty Valêncio, enfatiza: “quem não é visto não é lembrado” e, para ela, quem aponta este holofote é a academia. Porém, ressalta Ketty, para muitas/os, fazer parte deste universo não é importante. “Felizmente a literatura afro-brasileira sempre sobreviveu através do boca a boca, da militância e de uma mídia independente que ajuda a divulgar, mas, mesmo assim, algumas obras sofrem injustamente o apagamento pela história”, pondera. Ketty conta ainda que ao participar de um evento como expositora realiza um trabalho de abordagem. Precisa apresentar as obras e falar um pouco sobre a biografia de cada escritor (a). “É notável o desconhecimento desses escritos. Algumas obras literárias enegrecidas são vendidas em grandes livrarias, mas o seu acervo eurocêntrico as engolem. No entanto, o público cativo de literatura afro-brasileira e feminista consegue resgatá-la”.

Por onde anda a prosa negra gaúcha?

Romance "Século XIX, uma história revisitada", lançado em 2012
Romance “Século XIX, uma história revisitada”, lançado em 2012

Durante os meses em que produzi esta reportagem, todas as escritoras negras com quem conversei eram poetas. Foi então que, de imediato, surgiu outra dúvida: quem são e onde estão as prosadoras negras gaúchas? Elas existem, porém são raras – não apenas no Rio Grande do Sul – e praticamente desconhecidas do mercado editorial, da crítica e da academia.

Daniela Santos da Silva, do Projeto Aruanda, da Feevale, diz que não há como pensar a produção artística da mulher negra sem considerar a sua trajetória histórica e as suas condições de existência na sociedade atual. A herança escravocrata, explica Daniela, é evidente no trabalho doméstico, especificamente: a maioria das empregadas domésticas brasileiras são negras e, dentre essas profissionais, as brancas recebem um salário quase 20% maior.

Além disso, Daniela esclarece que grande parte das mulheres negras é chefe de família, que cuidam e sustentam sozinhas os filhos. “Que condições tem esse sujeito de sentar e produzir um romance? E quando consegue, como se inserir em um mercado editorial majoritariamente masculino heterossexual branco de classe média, tanto na concepção das obras legitimadas quanto no gerenciamento das editoras? Difícil.”

Taiasmin Ohnmacht, psicóloga e escritora, concorda com Daniela. “É um bom apontamento, mas talvez não seja o único. O mundo dos romancistas é bem masculino, mesmo que a gente tenha alguns nomes femininos”. Profissional liberal, Taiasmin trabalha em seu consultório. Mãe de dois filhos e casada, diz que produzir não é tarefa fácil. Acorda às 6h para escrever. “Sentar para escrever é uma loucura. E olha que minha rotina de horários é super flexível. É uma criança pedindo colo, é outra procurando algo que não encontra. Preciso dizer ‘agora não, estou escrevendo’”.

 

A autora criou a sua primeira poesia aos dez anos de idade. Mas foi quando Taiasmin começou a se interessar de fato pela escrita literária que ela optou pela prosa. “Eu não produzo poesia para ser literatura. Por outro lado, eu faço esta busca na prosa”, diz. Em 2012, Taiasmin publicou três contos em uma coletânea, resultado de uma oficina literária com o escritor Alcy Cheuiche. Em 2016, em parceria com Carlos Alberto Soares, lançou o livro Ela conta, ele canta (Cidadela, 2016), no qual ela escreveu contos, e Soares, os poemas. No momento, Taiasmin está trabalhando no projeto de seu primeiro romance.

Foi a poeta e professora Ana dos Santos quem me apresentou algumas prosadoras negras gaúchas – resultado de uma pesquisa empírica e intensa que ela fez. Uma delas é Maria Helena Vargas da Silveira (1940-2009), romancista, contista, cronista e poeta, natural da cidade de Pelotas, no Sul do Estado. A autora, que também foi educadora e ativista da valorização da cultura negra, denuncia em suas obras o preconceito racial. Maria Helena publicou cerca de 12 títulos, entre eles É fogo (1987), O sol de fevereiro (1991), Negrada (1994), As filhas das lavadeiras (2002) e Helena do Sul (2007).

Princesa Violeta, de Veralinda Menezes
Princesa Violeta, de Veralinda Menezes

Veralinda Menezes foi outra escritora citada por Ana. “Veralinda escreveu um livro que eu considero revolucionário dentro da literatura juvenil afro-brasileira, por quebrar o padrão das princesas”, explica Ana. Ela se refere ao livro Princesa Violeta, lançado em 2008, que conta a história de uma princesa que sofre ao descobrir que seu pai preferia ter um filho homem. Então, com ajuda de um apaixonado, ela se prepara, transformando-se em uma guerreira. A primeira edição foi independente, a segunda e terceira foram lançadas pela Editora dos Príncipes Negros, que também publicou outra obra de Veralinda, Lilinda, minha amiga rosinha (2009).

A poeta Lilian Rocha menciona o nome da romancista e também poeta Maria do Carmo dos Santos, natural de Cruz Alta (RS) e que atualmente reside em Florianópolis (SC). Tem em seu currículo o livro de poesia Coisa de negro (1988), o infantil O sonho de Benedito (2003) e, com sua filha Dandara Yemisi dos Santos, o romance Século XIX, Uma história recuperada, este lançado em 2012.

A proposta desta reportagem, em sua origem, era bastante simples e objetiva: falar sobre as escritoras contemporâneas negras gaúchas. Contudo, infelizmente, em se tratando de mulheres escritoras – e escritoras negras – quase nada se mostra tão revelador, justamente porque durante muito tempo o cânone literário tentou esconder seus nomes, obras, talento e história. Posso encerrar a reportagem sem muitas respostas, mas, ao menos, já sei quais perguntas devem ser feitas.

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Durante as conversas, as entrevistadas citaram nomes de poetas negras gaúchas, como Delma Gonçalves, Isabete Fagundes Almeida, Fátima Farias e Pâmela Amaro

– A historiadora Camila Petró concedeu as imagens do Cadernos literários 6 (Edição Caravela), publicado em 1982, pelo do Instituto Cultural Português. Ali constam poemas da poeta Alsina Alves de Lima. São mencionadas outras três escritoras negras (poetas e cronistas) no Cadernos Literários 19 – Poetas Negros do Brasil, uma homenagem do Departamento de Assuntos Africanos-Instituto Cultural Português, de Porto Alegre, publicado em julho de 1983. Nele, entre as constam poemas de Gloria Terra (1962), Mirna Rodrigues Pereira (1955) e Naiara Rodrigues Silveira (1969).

Agradeço o apoio, os esclarecimentos de todos os entrevistados e aqueles que, de alguma forma me auxiliaram na produção desta matéria: as pistas e conversas apontadas por vocês foram fundamentais. Fernanda Oliveira, Camila Petró, Matheus Marçal, Jeferson Tenório, Alfeu Sparemberger, Vitor Diel, Nonada (Rafael Gloria e Thaís Seganfredo), muito obrigada.

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