Neste dia 10 de setembro de 2021, estamos completando onze anos de atividade ininterrupta no jornalismo cultural independente. Uma travessia tão grande e complexa que pede comemoração e reflexão sobre o que aprendemos e realizamos ao longo desse período.

Vivemos um momento complicado para a democracia e para a liberdade de expressão em diversos setores devido ao governo autoritário de Jair Bolsonaro. A censura contra trabalhadores da cultura e artistas, por exemplo, é uma consequência real dessa onda conservadora. Nós registramos e denunciamos esses ataques através do Observatório de Censura à Arte. Os exemplos, infelizmente, vão além e são grandes, como agressões à imprensa, ao Supremo Tribunal Federal, soma-se a isso uma agenda liberal calcada em programas que não trazem benefícios para a população. 

Ao mesmo tempo, é preciso entender a complexidade de assuntos e temas que precisam de uma cobertura aprofundada. Desse modo, o jornalismo independente nativo digital vem se fortalecendo cada vez mais na última década, tornando possível acompanhar com mais qualidade áreas que não tinham tanta visibilidade na mídia hegemônica. O Nonada faz parte desse ecossistema jornalístico (somos uma das 50 redações associadas da Ajor) e encontra em um olhar diferenciado sobre as questões culturais o seu principal cerne. 

Com um olhar ampliado sobre a cultura do Brasil, nossas pautas são voltadas para as políticas na área cultural, as comunidades tradicionais, a diversidade de olhares e de fazeres artísticos, a memória e a história do nosso patrimônio cultural material e imaterial, além da intersecção da arte e dos direitos humanos assim como a procura de olhares diferenciados para analisar os mais variados produtos culturais. Ainda assim, acreditamos que é fundamental continuar divulgando o trabalho dos artistas, por isso lançamos um programa de anúncios gratuitos no site.

Nosso crescimento nos últimos tempos é evidente. Graças ao apoio financeiro da nossa comunidade, pudemos nos dedicar a pensar na sustentabilidade do projeto e a lidar melhor com o gerenciamento do nosso trabalho e de novos projetos, participando de programas jornalísticos, como o Diversidade nas Redações, da Énois, que está nos ajudando a ampliar e aprofundar a diversidade do nosso trabalho.

Também apostamos em editais da cultura, o que levou a termos a nossa primeira revista impressa. Ela teve 1000 exemplares de distribuição gratuita, mas ainda está disponível para venda. Organizamos também um banco de pautas, em que recebemos sugestões e remuneramos freelancers. A equipe Nonada também está crescendo com novos colaboradores trazendo mais conteúdo e matérias relevantes. E há muito mais projetos e pautas no horizonte.

Bom jornalismo precisa de investimento e apoio. Nós, como organização jornalística, assumimos um compromisso com o futuro. Um dos nossos principais objetivos para o futuro é intensificar a cobertura sobre a antipolítica cultural bolsonarista e a violação de direitos humanos. Queremos assumir um compromisso com você e seu apoio. Por isso, pedimos que reflita sobre a ideia de apoiar o nosso trabalho por meio do nosso apoia.se/nonada, ou diretamente na ferramenta PIX (nonada@nonada.com.br)