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Ilustração: Joana Lira  O Fórum de Ação Permanente Pela Cultura, em parceria com diversas organizações, grupos e associações culturais do Rio Grande do Sul, divulgou nesta quarta-feira (18) um manifesto pedindo aos governos federal, estadual e municipal medidas para conter o colapso da área durante a crise da Covid-19. Até o momento, assinam o texto

Como adiantou o Nonada em junho de 2019, a terceirização dos equipamentos culturais municipais avança a passos largos. Na época, publicamos com exclusividade que a prefeitura vinha realizando reuniões internas com os servidores da Cinemateca Capitólio sobre o tema, mas evitava publicar nos meios oficiais qualquer informação. Poucas semanas depois da publicação da reportagem, foi

O Brasil registrou, em 2019, 208 ataques a veículos de comunicação e jornalistas, um aumento de 54% em relação a 2018. Os dados são da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) que, pela primeira vez, contabilizou em seu relatório anual as tentativas de descredibilização da imprensa, uma vez que se tornou quase uma prática institucionalizada por

por Ronald Augusto Foto: Tião Medonho, de Assalto ao Trem Pagador Sempre que o sistema da branquitude se põe a fazer elogios desmedidos a respeito do trabalho ou da personalidade deste ou daquele negro, me preparo para o pior. Não me venham falar em baixa estima, nem que estou na defensiva ou coisa parecida. O

Por Ronald Augusto* Todo mundo caiu de pau (e, em alguma medida, com razão) em cima do recém nomeado presidente da Fundação Cultural Palmares por causa de suas declarações e trollagens contra os movimentos negros. Por outro lado, e curiosamente, o antropólogo Antonio Risério há anos vem nos oferecendo a mesma qualidade de leviandades (só

Miguel Ângelo Andriolo Mangini Victor Rafael Gonçalves Bento* Foto: O escritor James Baldwin (crédito reprodução) “Dá licença, meu branco!” é o título de um dos ensaios mais argutos do poeta e crítico Ronald Augusto, incluído na sua obra ensaística Decupagens assim (2012). Seguindo a lógica machadiana de “pegar o leitor no contrapé”, isto é, ir

Ronald Augusto* A motivação para esse texto nasce de uma postagem do poeta Heitor Ferraz em sua página do Facebook a propósito de reportagem publicada no G1 sobre o Prêmio UBC 2019, conferido ao compositor Milton Nascimento. Mauro Ferreira, blogueiro do portal, assina a matéria em que defende a posição segundo a qual a arte de Milton Nascimento “é tão

Quando falamos de música, o que caracteriza uma cena local? Várias bandas que compartilham os mesmos ideais? Que tocam com influências semelhantes? Pode até ser, mas também só isso não basta: grandes movimentos culturais refletem o seu momento, são influenciados e e influenciam o tempo em que vivem. É aquela ideia do “espírito da época”,

Nelson Colás, Diretor de Relações Institucionais da Federação de Amigos de Museus do Brasil Foto: Marcos Santos/USP Imagens Nada melhor do que mostrar e explicar como as coisas funcionam para que as pessoas passem a considerá-las relevantes. É com esta perspectiva pedagógica que o Instituto Brasileiros de Museus (Ibram) realiza a 13ª edição da Primavera dos

Foto – Douglas Freitas/@alassderivas Mais de 2500 mulheres de 130 povos de todas regiões do país realizaram, em agosto, a Marcha das Mulheres Indígenas, em Brasília. Confira  o manifesto final escrito pelas mulheres: “Nós, 2.500 mulheres de mais de 130 diferentes povos indígenas, representando todas as regiões do Brasil, reunidas em Brasília (DF), no período de

Vivemos um momento muito grave: uma candidatura à Presidência da República defende abertamente o autoritarismo, a violência política e a retirada de direitos dos trabalhadores. Defende, também, restrições à liberdade de expressão e de atividade política. O mundo todo olha para o Brasil com preocupação, e pessoas dos mais diversos matizes políticos rejeitam a candidatura

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil Duzentos anos de pesquisa, milhares de anos de história e cultura. 2018 vinha sendo um ano de grandes comemorações pelo bicentenário do Museu Nacional. No acervo, vinte milhões de itens de arqueologia, etnologia, história, paleontologia, botânica entre outras áreas, de valor incalculável para a história do Brasil e da humanidade. Localizado

por Álvaro Santi[1] A teatralização do patrimônio é o esforço para simular que há uma origem, uma substância fundadora, em relação à qual deveríamos atuar hoje. Essa é a base das políticas culturais autoritárias. O mundo é um palco, mas o que deve ser representado já está prescrito.” (Nestor García Canclini, Culturas Híbridas) Nesse livro